Economia de Francisco. O encontro de Assis novamente foi adiado

Reprodução do logo do evento "A economia de Francisco", disponível na página do Facebook do evento.

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31 Agosto 2020

Foi planejado como o grande encontro para apresentar um novo modelo econômico, mais humano, mais centrado na pessoa e suas necessidades, mas o coronavírus o obrigou a ser adiado, mais uma vez. Como Religión Digital pôde confirmar com exclusividade, o encontro “A Economia de Francisco”, convocado pelo Papa e que seria realizado em Assis, na Itália, de 19 a 21 de novembro, foi adiado para novembro do próximo ano.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 29-08-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A decisão foi tomada no sábado, 29-08, pelo comitê central de Assis, que também anunciou que este ano será realizado um evento virtual, do qual o próprio papa Francisco participará on-line. Bergoglio confirmou que comparecerá pessoalmente a essa reunião em novembro de 2021, originalmente marcada para o final de março, mas que a pandemia obrigou a adiar para novembro.

O evento contaria com a participação de alguns especialistas, como o economista e filósofo indiano, prêmio Nobel de Economia 1998, Amartya Sen; o economista e ensaísta americano, da Universidade de Columbia, Jeffrey Sachs; e o economista e banqueiro bengali Muhammad Yunus, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2006, também conhecido como o banqueiro de Deus.

Ao convocar o evento, Francisco declarou que “não há razão para ter tanta miséria. Necessitamos construir novos caminhos”. Na verdade, não faltam recursos nem dinheiro no mundo, o que falta é justiça e partilha. Hoje, 1% da população mundial possui mais riqueza do que os 99% restantes.

Em sua carta, Bergoglio convidou jovens empresários, economistas, a Assis para fazer um pacto, no espírito de São Francisco, para que a economia de hoje e de amanhã seja mais justa, fraterna, sustentável e com uma nova liderança dos excluídos de hoje.

Novos caminhos contra a desigualdade e a exclusão

Este pacto visa a construção de novos caminhos que permitam a solução dos problemas estruturais da economia mundial. Para isso, é preciso questionar as “leis” econômicas que produzem desigualdade e exclusão, para entender que são fruto de decisões políticas e que, portanto, podem ser questionadas e transformadas.

Trata-se de construir uma nova economia feita sob medida do homem e para o homem. Em suma, o objetivo do Santo Padre é que tenhamos uma economia no mundo que seja socialmente justa, economicamente viável, ambientalmente sustentável e eticamente responsável. No evento online de novembro, certamente já com a publicação da encíclica 'Somos todos irmãos', serão lançadas as bases para que, em 2021, surja um novo modelo econômico para todos, quem sabe.

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