Francisco aos seus irmãos jesuítas: “Sejam trabalhadores da caridade e semeadores da esperança”

Papa Francisco durante o Congresso dos jesuítas que celebra os 50 anos do apostolado social | Foto: SJES-Rome

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07 Novembro 2019

Bergoglio recordou o valor profético de padre Pedro Arrupe ao fundar, há 50 anos, o Secretariado pela Justiça Social e a Ecologia Integral da Companhia de Jesus.

O Papa destaca o martírio de Ignácio Ellacuría e dos jesuítas assassinados na UCA, em 1989.

A informação é publicada por Religión Digital, 07-11-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

“Não deixem de oferecer essa familiaridade com os mais vulneráveis. Nosso mundo quebrado e dividido necessita construir pontes para que o encontro humano nos permita, a cada um, descobrir nos últimos o belo rosto do irmão”.

“O apostolado social não é para resolver problemas, mas sim para promover processos e alentar esperanças. Processos que ajudem as pessoas a crescer e as comunidades, que as levem a ser conscientes de seus direitos, a colocar suas capacidades e a criar seu próprio futuro”.

“Compartilhem sua esperança por onde se encontrem, para alentar, consolar, confortar e reanimar. Abram o futuro, suscitem possibilidades, gerem alternativas, ajudem a pensar e atuar de modo diverso. Cuidem sua relação diária com o Cristo ressuscitado e glorioso, e sejam trabalhadores da caridade e semeadores de esperança”. Francisco se sente “em casa” rodeado de seus irmãos jesuítas.

Assim foi nessa manhã, quando recebeu no Palácio Apostólico os participantes do encontro pelos 50 anos de fundação do Secretariado pela Justiça Social e a Ecologia Integral da Companhia de Jesus, que custou tantas preocupações – e satisfações – ao padre Arrupe. Arrupe e os mártires da UCA também foram protagonistas do encontro, no qual Bergoglio reivindicou o serviço aos pobres e a luta contra as injustiças, até darem as suas vidas.

Serviço aos pobres desde a origem

“Caminhem cantando, que as lutas e preocupações pela vida dos últimos e pela Criação ameaçada, não lhes tirem a alegria da esperança”, concluiu o discurso papal, que iniciou com uma recordação do próprio Santo Inácio, “que foi chamado desde sua origem a serviço dos pobres”. “Aquilo não era uma declaração de intenções, mas sim um modo de vida que já haviam experimentado, que os preencheu de consolação, e se sentiram enviados pelo Senhor”, destacou o Pontífice.

 

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