O Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia reunirá mais de 250 participantes, porém nem todos terão direito a voto

O último Sínodo dos Bispos ocorreu em outubro de 2018, sobre Juventude e Discernimento Vocacional. Foto: Agência Ecclesia

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24 Setembro 2019

No Sínodo dos Bispos dedicado à região Pan-Amazônica participarão mais de 250 pessoas, entre elas numerosos especialistas e convidados especiais, que ainda que não tenham direito a votar o documento final, aportarão seus conhecimentos nessa reunião, que se celebrará dos dias 6 a 27 de outubro no Vaticano.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 21-09-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Os bispos convidados para essa ocasião são somente os que representam a região Pan-Amazônica, isto é, quatro das Antilhas, doze da Bolívia, quinze da Colômbia, sete do Equador, onze do Peru, sete da Venezuela e o país mais representado será o Brasil, com 58.

Ademais, como é habitual, participarão 13 chefes dos Dicastérios da Cúria Romana, e 33 bispos de outros continentes, convidados pelo Papa.

Também há 15 representantes da União dos Superiores Gerais.

Para esse sínodo os presidentes delegados são os cardeais Enrique Porras Cardozo (Venezuela), Pedro Barreto Jimeno (Peru) e João Braz de Aviz (Brasil); o relator geral, cardeal Claudio Hummes (Brasil), e os secretários especiais, Michael Czerny e o bispo de Puerto Maldonado (Peru), David Martinez de Aguirre Guinea.

Porém, além da Assembleia de bispos e religiosos, haverá um grupo de 25 especialistas no tema, cerca de 55 leigos e pessoas consagradas que trabalham na região Pan-Amazônica e doze convidados especiais.

Entre eles, o ex secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o subdiretor geral do departamento de Clima, Biodiversidade, Terra e Água da FAO, René Castro Salazar, e o presidente do Congresso de Organizações Indígenas Amazônicas (Venezuela), José Gregório Díaz Mirabal, e a relatora-especial das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, Victoria Lucia Tauli-Corpuz.

Ademais, se escutará a voz de alguns líderes indígenas, como Patrícia Gualinga, defensora do povo Kichwa de Sarayaku, uma comunidade na Amazônia equatoriana, ou Tapi Yawalapoti, que representa as 16 tribos do Alto-Xingu, na região do Mato Grosso, no Brasil.

A representação das mulheres estará a cargo de 20 religiosas e 13 leigas, dez delas da União Internacional de Superioras Gerais, porém nenhuma delas terá direito ao voto.

Os temas que serão abordados nesse quase um mês de debates se resumem no documento preparatório no qual se destacava que “a vida na Amazônia está ameaçada pela destruição e exploração ambiental, pela sistemática violação de direitos humanos básicos da população amazônica, e em especial a violação dos direitos dos povos originários”.

E que esta ameaça provém de “interesses econômicos e políticos dos setores dominantes da sociedade atual, em especial de empresas extrativistas, muitas vezes em conivência ou com a permissividade dos governos locais, nacionais e autoridades tradicionais (dos mesmos indígenas)”.

Mesmo assim, um dos temas mais espinhosos será a possível ordenação sacerdotal de homens casados para poder garantir os sacramentos nas zonas mais isolados do mundo.

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