Chile: Justiça ordena buscas em quatro sedes episcopais

Torres da Catedral de Santiago, Chile. Foto: Wikicommons

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14 Setembro 2018

Está cada vez mais delicada a situação da Igreja chilena, em relação à qual a Justiça e os promotores especiais não se rendem, desde que anunciaram ao país que serão perseguidos, investigados e punidos todos os culpados de abusos sexuais de menores dentro da Igreja local de 1960 até hoje.

A reportagem é de Il Sismografo, 13-09-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Há pouco tempo, o procurador Emiliano Arias ordenou a investigação de sedes episcopais – Valparaíso, Concepción, Chillán e Osorno – em busca de documentos que os investigadores acreditam ser de grande relevância para dar continuidade às investigações.

No país sul-americano, onde a totalidade dos bispos (32), exceto cinco, continua formalmente, desde o dia 17 de maio, em posição de renúncia, estão em andamento dezenas e dezenas de processos envolvendo 158 membros da Igreja, e os supostos crimes abrangem um período de tempo muito amplo, de 1960 até hoje. Nesses processos, o total das supostas vítimas é de 266, das quais 178 eram menores de idade no momento do hipotético crime de abuso sexual.

Atualmente, os membros da hierarquia incriminados e investigados são:

1. Ricardo Ezzati, cardeal arcebispo de Santiago (ocultação)

2. Juan Barros, bispo emérito de Osorno (ocultação, diversos casos)

3. Carlos Pellegrin, bispo de Chillán (ocultação)

4. Santiago Silva, bispo das Forças Armadas, presidente do episcopado (ocultação)

5. Luis Infanti, vigário episcopal de Aysén (ocultação)

6. Cristian Contreras, bispo de San Felipe (abusos sexuais)

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