Cardeal Parolin manifesta a esperança de que Francisco visite a Rússia

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

11 Agosto 2017

O secretário de Estado do Vaticano manifestou a esperança de que o Papa Francisco possa um dia se tornar o primeiro pontífice católico a visitar a Rússia.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 10-08-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O Cardeal Pietro Parolin, em preparação para uma visita ao país entre os dias 20 e 24 de agosto próximo, disse, em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera esta semana: “A preparação de uma eventual viagem do Santo Padre Francisco à Rússia é um dos objetivos de minha visita”.

“Com a ajuda de Deus, espero que possa dar alguma contribuição nesse sentido”, acrescentou.

Nenhum papa até hoje visitou a Rússia, pelo menos na era moderna. Há tempos existem tensões entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa Russa, o que era visto como um empecilho para um tal evento.

Francisco foi o primeiro papa a se encontrar com um líder ortodoxo russo, ao se reunir como o Patriarca Kirill em Cuba no ano passado.

Parolin disse, na entrevista de 8 de agosto, que tem reuniões agendadas com Kirill e com o presidente Vladimir Putin nos dias da visita.

O cardeal informou que estará levando ao líder ortodoxo russo um cumprimento “cordial e fraterno” de Francisco. Parolin disse que deseja conversar com o patriarca sobre como as duas igrejas interagem com os “grandes temas espirituais, culturais e políticos do nosso tempo”.

“É importante buscar maneiras positivas e abertas de continuar tecendo relações intereclesiais de forma que as igrejas possam contribuir, construtivamente, para a resolução dos problemas complexos que atribulam e desafiam a humanidade hoje”, disse Parolin.

“Portanto, é minha forte esperança que o encontro possa servir para um conhecimento maior, uma estima e colaboração mútuas entre católicos e ortodoxos”, acrescentou.

Perguntado por que estava fazendo esta viagem à Rússia, o cardeal respondeu: “É importante usarmos todas as oportunidades para encorajar o respeito mútuo, o diálogo e a colaboração recíproca, em vista da promoção da paz”.

O cardeal observou ainda que ele já visitara a Bielorrússia e a Ucrânia.

“Como em ocasiões semelhantes, esta me permitirá demonstrar a proximidade espiritual do papa à comunidade católica local, bem como me encontrar com as mais altas autoridades russas para negociações em questões bilaterais e internacionais”, disse.

Leia mais