Awa Guarani – Terra Roxa e Guaíra: racismo, preconceito e extermínio

Foto: Racismo Ambiental

Mais Lidos

  • Sem sermão para leigos: escolha certa, argumentos errados. Artigo de Andrea Grillo

    LER MAIS
  • Venezuela abalada por um duplo evento sísmico: um século de energia liberada em uma hora

    LER MAIS
  • As críticas a esta edição da Copa do Mundo “sugerem a existência de movimentos políticos e pessoas preocupadas com outras questões que não só o futebol ou o lucro da copa, como é o caso da FIFA”, avalia o antropólogo

    Copa da diáspora, dos encontros fugazes e das dificuldades de interação com a diferença. Entrevista especial com Arlei Damo

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

25 Janeiro 2018

A luta dos Awa Guarani no extremo oeste do Paraná é uma peleja de vida ou morte, sua demanda por um naco de terra suficiente para sua manutenção e vivência enquanto povo vem de décadas, enquanto isso não ocorre por desídia e cumplicidade do Estado brasileiro, perecem, morrem de doenças, fome, suicídio.

A informação é de Dr. Marcelo Chalréo e Diego Pelizzari, publicada por CEBs do Brasil, 24-01-2018.

Confinados em minúsculos pedaços de terra, amargam toda sorte de preconceito e racismo por parte de membros das elites locais que os querem, quando querem, como mão de obra barata que se pode usar, moer e jogar fora. Não têm acesso a bens e serviços públicos, e, quando conseguem, são atendidos como gente de terceira ou quarta categoria.

Tratados com desprezo e invisibilizados há décadas e décadas, resistiram à grilagem de terras públicas decorrente dos loteamentos criminosos dos anos 40, 50 e 60 perpetrados pelos governos do Paraná no século passado, à megalomania de Itaipu – binacional, ao agronegócio que tudo devasta, destrói e engole.

Mas mesmo diante de toda essa devastação que os devassa enquanto gente e povo, resistiram e resistem ante o irretorquível direito de um lugar ao sol ; contando com o apoio de poucos e poucas, o desmantelamento dos órgãos do Estado responsáveis pelas políticas indigenistas, demandam e têm milenar e secular direito, como direito natural, inscrito desde sempre em todos os códigos dos direitos dos homens e das mulheres, à demarcação dos seus ancestrais territórios, como espaço de vida e bem viver, pois sem isso não são e jamais serão Awa Guarani.

Leia mais