3º Encontro Mundial de Movimentos Populares. “Os pobres devem ser protagonistas de uma mudança que lhes restitua seus direitos”

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29 Outubro 2016

Dom Silvano Tomasi, do Pontifício Conselho Justiça e Paz, e o argentino Juan Grabois, cofundador do Movimento dos Trabalhadores Excluídos, apresentaram na última sexta-feira, no Vaticano, o 3º Encontro Mundial de Movimentos Populares.



A reportagem é publicada por Aica, 28-10-2016. A tradução é de André Langer.

O encontro acontecerá entre os dias 02 e 05 de novembro no Vaticano e contará com a presença de 150 delegados provenientes de diferentes movimentos populares do mundo. Durante o encontro está prevista uma audiência com o Papa Francisco.

Dom Tomasi e Grabois deram detalhes do 3º Encontro Mundial de Movimentos Populares, no qual os delegados irão debater e elaborar propostas para uma saída para a crise internacional com foco em três eixos principais: Terra, Teto e Trabalho.

“O Papa fala de um sistema político que integre os excluídos, como disse na Laudato Si’. Francisco tem a mesma sensibilidade hoje que quando transitava nas vilas de Buenos Aires”, afirmou dom Tomasi.

“O Papa quer sensibilizar o público para quem mora na periferia da sociedade”, acrescentou.

Grabois, por sua vez, explicou que “este já é o nosso terceiro encontro, e se seguíssemos a metodologia tradicional, diríamos que no primeiro nos ocupamos em conhecer as nossas realidades (Ver), o segundo em discernir o que está acontecendo (Julgar) e este terceiro, em pensar propostas de mudança (Agir).

Francisco colocou nos olhos do mundo uma realidade silenciada: existe um grande número de organizações, grandes e pequenas, que são integradas, organizadas e dirigidas pelos excluídos que não se resignam na miséria que lhes é imposta e resistem a partir da solidariedade ao atual paradigma tecnocrático”, destacou.

“Os pobres não devem ser objeto de políticas sociais concebidas sem sua participação, mas atores protagônicos do processo de mudança que permita a restituição dos direitos sagrados a terra, teto e trabalho”, disse.

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