O Papa Francisco abençoa uma nova pintura dos Superiores jesuítas que sofreram e lutaram, incluindo Pedro Arrupe

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

29 Setembro 2014

No sábado (27 de setembro), ao final das "Vésperas" na Igreja 'del Gesù' em Roma, o Papa Francisco visitou uma capela lateral e abençoou uma pintura. Os que puderam observar ficaram se perguntando sobre a capela e a pintura. Trata-se de uma Deposição de Cristo, do artista Safet Zec; a obra foi instalada na manhã daquele mesmo dia, poucas horas antes da chegada do papa.

A reportagem é de James Martin, jesuíta, que trabalha na revista americana America. O texto foi publicado no seu Facebook, 28-09-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Esta Deposição (a retirada do corpo de Cristo da Cruz, um tema comum na arte cristã) é única no sentido de que os rostos dos três jesuítas que foram enterrados nesta capela lateral são retratados na pintura. Cada um deles guiou a Companhia de Jesus durante os anos de perseguição, luta e incompreensões.

De cima para baixo: São José Pignatelli, (1737-1811), jesuíta espanhol que serviu como uma luz orientadora durante o período da Supressão da Companhia; Jan Roothaan, (1785-1853), Superior Geral durante a época em que os jesuítas ainda estavam sendo banidos de muitos países (o próprio Roothaan exilou-se de Roma por um período); e o Servo de Deus Pedro Arrupe, (1907-1991), Superior Geral que, após sofrer um acidente vascular cerebral em 1981, nomeou um vigário geral para administrar a Companhia. Em resposta a esta decisão, o Pe. Arrupe pediu obediência por parte dos demais jesuítas, e teve sucesso. (Logo no início de seu pontificado, durante uma missa na Gesù, o Papa Francisco visitou esta capela, tocou o revestimento de mármore do túmulo do Pe. Arrupe e se benzeu.)

O Papa Francisco é bastante conhecedor desta história. Como disse na sexta-feira, o “barco da Companhia de Jesus foi abalroado pelas ondas e não há surpresa alguma aqui”.

(Agradeço ao Mike Rogers, SJ, pela foto da pintura e por algumas informações sobre a sua proveniência.)