AfD, pesquisa surpreendente: agora com 30%. E alguns na CDU estão considerando uma aliança

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15 Setembro 2026

Entre os conservadores, agora dez pontos atrás, circulam rumores de que Merz está de saída. No leste, cogita-se uma aproximação com a extrema-direita.

A reportagem é de Tonia Mastrobuoni, publicada por La Repubblica, 15-09-2026.

Pela primeira vez na história, a AfD alcançou 30% nas pesquisas. Está dez pontos atrás da CDU: os democratas-cristãos estão com uma estimativa de 20%. Comparado com a última pesquisa, de meados de julho, realizada pelo mesmo instituto, o GMS, a AfD ganhou dois pontos, enquanto a CDU perdeu três. E os dois partidos governistas, CDU e SPD, não têm mais maioria absoluta: os social-democratas estão com 11%. Os Verdes e o Partido da Esquerda ganharam um ponto, ficando com 14% e 11%, respectivamente. E se as eleições para o Bundestag fossem realizadas hoje, nem Sahra Wagenknecht nem o FDP, partido liberal, ultrapassariam a cláusula de barreira de 5%.

Às vésperas das eleições do próximo domingo em Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde a CDU corre o risco de sofrer outra derrota, continuam circulando rumores sobre a possível saída de Friedrich Merz ou sobre uma mudança de chanceler no meio do mandato, após as eleições regionais.

A substituição evitaria uma crise governamental generalizada: nem a CDU nem o SPD, compreensivelmente, querem ir às urnas. E atualmente existem dois possíveis candidatos para substituir Merz: o governador da Renânia do Norte-Vestfália, Hendrik Wuest, que tem sido alvo de especulações há meses, e que recentemente passou a ser acompanhado pelo governador da Baviera, Markus Söder.

Mas os índices de popularidade de Merz — ele está com 14%, um recorde negativo — explicam por que, mesmo em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, depois da Saxônia-Anhalt, os líderes regionais do partido deixaram claro que ele deve se manter o mais longe possível da campanha. Além disso, o Spitzenkandidat Daniel Peters está lidando com uma verdadeira rebelião que cresce a cada hora.

Uma ala da CDU de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental quer romper o cordão sanitário e aliar-se à AfD. A premissa é que os democratas-cristãos estão lutando pela sobrevivência. Eles têm 7% das intenções de voto, pouco abaixo do limite necessário para entrar no parlamento estadual. E alguns líderes locais da região de Greifswald, onde a AfD é tradicionalmente forte, estão pedindo ajuda à extrema-direita. Sascha Ott, por exemplo, defende que se esteja "aberto a discussões, inclusive com a AfD".

O cordão sanitário, acrescentou, "só enfraqueceu a CDU". Axel Hochschild também defende o "fim" da proibição de alianças com a extrema-direita. O Spitzenkandidat Peters reiterou ontem que "rejeitamos qualquer coalizão ou outra forma de colaboração com a AfD". Mas a questão é por quanto tempo isso pode durar.

Ainda mais depois de ontem, quando o jornal Bild voltou a divulgar rumores sobre um segundo cenário sombrio que circula em Berlim: uma ala da CDU nacional estaria pressionando novamente para que Merz abandonasse o SPD e liderasse um governo minoritário capaz de se aliar a todos, inclusive à AfD.

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