De la Espriella autoriza “operações militares” dos EUA na Colômbia “para destruir terroristas”

Foto: Rawpixel/U.S. Department of Homeland Security

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13 Agosto 2026

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anuncia que o novo presidente de extrema-direita da Colômbia autorizou operações militares conjuntas com os EUA no país para combater o narcoterrorismo, marcando uma mudança controversa na política externa e de segurança do país sul-americano.

A informação é publicada por El Diario, 13-08-2026.

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciou na quarta-feira que o novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, autorizou "operações militares conjuntas" com os EUA na Colômbia para combater o narcoterrorismo e indicou que o país sul-americano se juntará à Coalizão contra os Cartéis das Américas (A3C).

“Tenho orgulho de anunciar que a Colômbia se juntará à A3C, tornando-se seu décimo nono membro. Por meio do recém-empossado presidente, ou como nosso presidente gosta de chamá-lo, Presidente El Tigre, a Colômbia já solicitou que o Ministério da Guerra se junte ao país em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para destruir terroristas e redes terroristas”, declarou Hegseth durante uma reunião da coalizão na Cidade do Panamá.

Após a vitória do líder de extrema-direita Abelardo de la Espriella na Colômbia, Washington expressou apoio político, cooperação em segurança e ajuda ao país latino-americano após o terremoto de segunda-feira, consolidando ainda mais uma aliança estreita e de afinidade entre os dois governos.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou anteriormente planos para destinar US$ 1 bilhão à Colômbia como parte de um pacote de assistência em segurança, uma medida saudada em 8 de agosto pelo novo vice-presidente da Colômbia, José Manuel Restrepo. O pacote visa fortalecer as forças de segurança colombianas em sua luta contra organizações terroristas e criminosas transnacionais por meio de tecnologia americana, capacidade operacional aprimorada e operações coordenadas com as forças dos EUA.

“Medidas fortes e concretas como essas exemplificam o tipo de participação ativa e operacional que buscamos de nossos parceiros para tornar a A3C uma coalizão poderosa e letal. Sim, temos reuniões, coordenamos ações, mas, em última análise, trata-se das operações que podemos conduzir em conjunto para proteger a soberania individual e todo o hemisfério”, enfatizou o Secretário de Defesa dos EUA durante seu discurso.

Um “Escudo das Américas” contra os cartéis

Antes disso, Hegseth parabenizou o Equador por ser o “primeiro membro” da coalizão contra os cartéis a “fazer parceria com os Estados Unidos em uma operação” contra “narcoterroristas”, e também comemorou o fato de Honduras e Guatemala terem concordado em “participar de operações conjuntas” contra traficantes de drogas em seus países.

Equador, Honduras e Guatemala estão entre os países que aderiram em março passado ao chamado "Escudo das Américas", promovido pelos EUA, juntamente com Argentina, Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guiana, Panamá, Paraguai, Trinidad e Tobago, Bahamas, Belize, Chile, Jamaica e Peru.

A Coalizão Contra os Cartéis nas Américas (A3C) é o principal instrumento do Escudo das Américas para coordenar ações contra o narcotráfico e o crime organizado, buscando fortalecer a segurança das fronteiras, desarticular o financiamento do crime e agir em conjunto contra ameaças regionais comuns.

“Juntos, os Estados Unidos forjarão um Hemisfério Ocidental seguro, estável e próspero. Não buscamos nem dominação nem dependência. Buscamos apenas (...) uma colaboração genuína com seus governos para alcançar segurança, estabilidade e prosperidade”, enfatizou o secretário de Guerra dos EUA. Essas palavras de Hegseth podem soar relativamente “boas”, mas sugerem uma ampla margem de manobra para os Estados Unidos, um país com uma longa história — passada e presente — de dominação e subjugação, especialmente de países do Sul Global.

No entanto, a oposição colombiana criticou duramente o anúncio, que considera uma "rendição de soberania". A esquerda também destaca que "o convite feito por De la Espriella" é inconstitucional, argumentando que "é prerrogativa do Senado autorizar o trânsito de tropas estrangeiras pelo território colombiano".

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