Parque Nacional do Albardão: uma vitória que veio do mar. Artigo de Léo da Costa

Foto: Janaína de Lima | GOV

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13 Março 2026

"Em um Brasil que assiste ao avanço da degradação ambiental com a aprovação do chamado PL da Devastação, e um Rio Grande do Sul retrocedendo em seu Código Ambiental enquanto sente – e sofre – com as mudanças climáticas, conquistar o Parque e a APA é uma importante vitória" escreve Léo da Costa, Secretário Estadual de Meio Ambiente PT|RS, em artigo publicado por Sul21, 12-03-2026.

Eis o artigo.

No dia 6 de março de 2026, o Rio Grande do Sul sorriu: depois de duas décadas de estudos, foi criado o Parque Nacional do Albardão, na zona costeira e marítima de Santa Vitória do Palmar. De berçário de tubarões a descanso para aves, elefantes e lobos-marinhos que migram da Patagônia, o local é um santuário da biodiversidade.

O parque garantirá o afastamento de barcos que fazem pesca predatória sem dar um único tiro e sem retirar nada da comunidade. Ao mesmo tempo, a iniciativa tem potencial para devolver a praia à cidade e à própria natureza, garantindo o futuro, preservando as atividades econômicas existentes e abrindo possibilidades de desenvolvimento sustentável para a região.

O Decreto nº 12.868, assinado pelo presidente Lula, cria o Parque Nacional do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão. Como as áreas serão locais protegidos de reprodução de espécies, o aumento significativo dos estoques pesqueiros será um dos primeiros resultados, beneficiando e perpetuando a pesca artesanal e a pesca industrial, minimizando riscos de extinção de espécies.

Foto: ((o))eco

O Parque será uma política enraizada na ciência conservacionista e essencial para combater a crise ambiental. Serão 1.004.480 hectares em área marinha com permissão apenas de uso indireto dos recursos naturais – voltado à preservação ambiental, pesquisa científica, educação ambiental e turismo ecológico. A Área de Proteção Ambiental terá 558.000 hectares marinhos e 55.000 hectares de faixa terrestre, na costa.

Defender a conservação de Albardão é dever de todo ser humano. Em um Brasil que assiste ao avanço da degradação ambiental com a aprovação do chamado PL da Devastação, e um Rio Grande do Sul retrocedendo em seu Código Ambiental enquanto sente – e sofre – com as mudanças climáticas, conquistar o Parque e a APA é uma importante vitória.

Obrigado a todas e todos socioambientalistas, entidades ambientais, ONG’s, sociedade civil organizada, pesquisadores, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Universidade Federal de Rio Grande FURG, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva e ao presidente Lula pelo Albardão. Alguns podem não saber hoje a importância desse ato, mas o futuro certamente mostrará.

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