Cientistas desafiam Trump e lançam relatório sobre meio ambiente nos EUA

Foto: Brendan O'Donnell | Unsplash

Mais Lidos

  • A direita tenta se conectar com as necessidades apresentadas pelas mulheres evangélicas, enquanto o centro e a esquerda têm dificuldade em se aproximarem dessas eleitoras, afirma a socióloga

    A identidade política de direita ainda está em construção. Entrevista especial com Jacqueline Moraes Teixeira

    LER MAIS
  • Irã. Leão XIV: "Profunda tristeza pelo pároco assassinado no Líbano e pelas muitas crianças inocentes"

    LER MAIS
  • Trump afirma agora que a guerra no Irã está “quase terminada”

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

11 Março 2026

Revisão de estudos estima que 34% das espécies de plantas e 40% dos animais do país estejam em risco de extinção no país.

A informação é publicada por ClimaInfo, 10-03-2026.

Cientistas e outros especialistas estavam preparando uma avaliação inédita sobre a saúde da Natureza nos Estados Unidos quando Donald Trump retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025. Em sua cruzada contra o clima e o meio ambiente, o “agente laranja” cancelou o relatório.

Ainda assim, os pesquisadores seguiram em frente e compilaram o estudo por conta própria. Na semana passada, divulgaram um rascunho de 868 páginas para comentários públicos e revisão científica, informam New York Times e Folha. E o que o estudo mostra não é nada animador.

Embora ainda preliminares, muitas das conclusões são sombrias. Ecossistemas de água doce em todo os EUA estão em crise, “superexplorados, poluídos, fragmentados e invadidos”. Ecossistemas marinhos e terrestres estão degradados, com biodiversidade reduzida. O documento estima que 34% das espécies de plantas e 40% das espécies de animais do país estejam em risco de extinção.

As pressões humanas sobre a Natureza estão corroendo os recursos essenciais que ela nos fornece, como água limpa, alimentos, saúde, meios de subsistência e proteção contra tempestades e incêndios. Mas há esperança, e os autores do relatório enfatizaram a capacidade de traçar um novo rumo.

“O futuro não está determinado”, disse Phillip Levin, que dirigiu a avaliação tanto sob o governo quanto depois. “Conservação, restauração e conexões renovadas entre pessoas e natureza podem melhorar a saúde dos ecossistemas e fortalecer a resiliência das comunidades”, reforçou.

O nome do relatório mudou de “Avaliação Nacional da Natureza” para “Registro da Natureza”, para refletir que se trata de um novo esforço independente, mas que se baseia em trabalhos que já estavam em andamento. A maioria dos autores permanece a mesma da época anterior ao atual mandato de Trump. Sua revisão científica será conduzida pelas Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina – a mesma organização que teria revisado o relatório caso ele permanecesse sob os auspícios do governo federal.

Além de cancelar o relatório sobre a Natureza, Trump mirou nas avaliações nacionais sobre o clima, que são determinadas pelo Congresso e vêm sendo publicadas desde 2000. Ele demitiu os autores e divulgou um relatório separado do Departamento de Energia que minimizava a ameaça das mudanças climáticas. Cientistas condenaram o documento, e, em janeiro, um juiz determinou que a forma como o governo o encomendou havia violado a lei.

Leia mais