CMI promove um jejum global de carbono. Artigo de Edelberto Behs

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • “Se o capitalismo desaparecer, uma infinidade de mundos pós-capitalistas o sucederá”. Entrevista com Jérôme Baschet e Laurent Jeanpierre

    LER MAIS
  • Cardeais, jornalistas e prelados: a rede ultraconservadora que conspirava contra Bergoglio

    LER MAIS
  • O levante indígena contra a privatização de rios no Brasil. Artigo de Raúl Zibechi

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

24 Fevereiro 2026

"O 'bem viver' busca a harmonia com a terra, com a biodiversidade, uns com os outros e com Deus, frisa o CMI. O jejum se fundamenta numa 'teologia da suficiência'. As pessoas que mais sentem as consequências de uma ação econômica desenfreada são as que arcam com os maiores fardos e que menos contribuíram para a crise: comunidades indígenas, pequenos agricultores, povos costeiros, e aquele que vivem no Sul global", escreve Edelberto Behs, jornalista.

Eis o artigo.

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) está convidando pessoas de todos os credos, crenças e religiões a se integrarem num jejum Global Sistêmico de Carbono, de 18 de fevereiro a 1º de abril. Serão sete semanas de oração, reflexão e ação, com abordagem das pegadas de carbono pessoais e os sistemas econômicos que impulsionam as mudanças climáticas da água e toda a teia de vida.

A economia global é moldada pelo extrativismo, “um modo de vida que trata a Terra como algo a ser consumido em vez de preservado”, diz a convocatória do jejum, lembrando que “Deus criou o mundo de abundância para toda a criação viva, não de escassez, mas também não de consumo ilimitado ou acumulação desenfreada”.

O “bem viver” busca a harmonia com a terra, com a biodiversidade, uns com os outros e com Deus, frisa o CMI. O jejum se fundamenta numa “teologia da suficiência”. As pessoas que mais sentem as consequências de uma ação econômica desenfreada são as que arcam com os maiores fardos e que menos contribuíram para a crise: comunidades indígenas, pequenos agricultores, povos costeiros, e aquele que vivem no Sul global.

Durante os dias do jejum de carbono, a cada semana os participantes examinam um setor diferente, desde combustíveis fósseis, mineração até a agricultura industrial e o desmatamento. A campanha termina no dia 1º de abril com uma celebração das ações realizadas e uma oração final, marcando o início de um compromisso contínuo com a Década Ecumênica de Ação pela Justiça Climática.

Leia mais