MST leva pautas pela reforma agrária ao Vaticano e ouve de Papa Leão 14 que ‘a luta é justa’

Foto: Divulgação/MST | Brasil de Fato

Mais Lidos

  • Vicente Cañas. Manter um processo vivo por trinta anos é uma vitória no país da impunidade. Entrevista com Michael Nolan e Ricardo Pael Ardenghi

    LER MAIS
  • Para o professor e pesquisador da UFPA, reterritorializar o debate sobre o acelaracionismo em termos amazônidas inaugura um amplo espectro de questões incontornáveis de nosso tempo

    Como pensar o aceleracionismo em um mundo que já acabou? Entrevista especial com Ricardo Evandro Martins

    LER MAIS
  • Brasil sob polarização: avaliação e perspectivas. Artigo de Esther Solano e Alexandre Fuccille

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

28 Outubro 2025

Dirigente Ayala Ferreira relata continuidade do diálogo entre Vaticano e movimentos populares iniciado por Francisco.

A informação é de Adele Robichez, Aline Macedo e Lucas Krupacz, publicada por Brasil de Fato, 27-10-2025. 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) levou ao Vaticano pautas pela reforma agrária e pelo direito à vida digna no campo durante o 5º Encontro Mundial dos Movimentos Populares, realizado em Roma na última semana. Em resposta, o Papa Leão 14 reconheceu a legitimidade da luta dos movimentos e afirmou: “a luta de vocês é justa, vale a pena lutar, e mais do que isso, eu estou com vocês”.

Segundo Ayala Ferreira, dirigente nacional do MST pelo setor de Direitos Humanos, o encontro reafirmou o compromisso da Igreja com os setores populares. “O papa mencionou que esses são direitos sagrados, de ter teto, trabalho e terra, e que vale a pena lutar por eles. Foi uma das frases que nos marcou profundamente”, afirmou, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

A dirigente destacou que o MST apresentou no encontro as demandas de quem vive e resiste no campo. “Nós estávamos levando as demandas dos sujeitos que vivem e resistem no campo, a partir desse desejo de ter acesso à terra e às condições de vida digna”, contou.

Para Ferreira, a fala do papa também simbolizou a continuidade do diálogo construído durante o pontificado de Francisco. “Foi muito importante ver que o Papa Leão XIV assumiu dar continuidade ao diálogo com os movimentos populares”, disse.

Ela lembrou que a relação entre o MST e o Vaticano ganhou destaque em 2024, quando Francisco abençoou a bandeira do movimento. “Assim como Francisco, Leão XIV reafirmou o compromisso da Igreja com os mais pobres e com os setores populares. Foi um momento de troca de afetos, de presentes simbólicos, e de renovação do vínculo entre fé e justiça social”, celebrou.

 

Leia mais