Só 1,6% do Plano Safra vai para a agricultura de baixo carbono

Foto: Pxhere

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • A Espiritualidade do Advento. Artigo de Alvim Aran

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

11 Julho 2025

O Plano Safra 2025/26 terá o recorde de R$ 600 bilhões, mas apenas R$ 8,1 bilhões, ou 1,6% do total, financiarão práticas agrícolas de baixo carbono, analisou o Instituto Talanoa.

A reportagem é de Aldem Bourscheit, publicada por ((o))eco, 10-07-2025.

Conforme a entidade civil, iniciativas como recuperar pastagens degradadas, adubação verde e sistemas agroflorestais podem ficar de pires na mão, mesmo com base técnica consolidada e crescente demanda por parte dos produtores.

Técnicas como essas cortam emissões, ampliam a eficiência e a sustentabilidade da agropecuária e são cruciais para que o Brasil cumpra suas metas climáticas. Afinal, mais de ⅔ das emissões brasileiras estão concentradas nos setores de uso da terra e agropecuária, diz o Talanoa.

Também merece atenção o corte no orçamento do Proagro, programa que protege agricultores contra perdas, por secas, enxurradas, geadas e granizo, bem como por doenças e pragas sem controles eficientes. A redução foi de R$ 3,6 bilhões, só nos últimos dois anos.

Ao mesmo tempo, o Plano tem novidades positivas, como exigir um Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para parte dos financiamentos. A medida pode ser um marco na adaptação do setor à crise do clima. No entanto, avalia o Talanoa, sem ampliar recursos para práticas resilientes, o impacto da exigência será limitado.

De forma geral, a análise mostra que o Plano Safra falha mais uma vez em alinhar produtividade e sustentabilidade no campo. Negligenciando práticas de baixo carbono, arrisca tornar o agronegócio menos competitivo e menos preparado para a crise do clima.

Saiba mais aqui.

Leia mais