Trans e crente: identidade viva na espiritualidade

Foto: Vladimir Vladimirov/Canva

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

11 Junho 2025

Niurka Gibaja é uma mulher trans e não apenas uma cristã, mas também teóloga. Ela defende a capacidade de unir identidade e espiritualidade e se baseia em sua formação acadêmica para argumentar que os ensinamentos da Bíblia não são tão conservadores quanto a Igreja gostaria que acreditássemos.

A reportagem é de Deva Mar Escobedo e Mar Sala, publicada por El Salto, 05-06-2025. 

Niurka Gibaja nasceu em uma família religiosa e foi educada em um colégio de freiras. Embora isso possa ser chocante para alguns, ela afirma que sua identidade trans e sua fé cristã não são mutuamente exclusivas, mas sim "complementares e enriquecedoras".

Niurka deseja conciliar e vivenciar plenamente sua dissidência de gênero e sua espiritualidade, mas o preconceito se manifesta em duas frentes. Por um lado, o conservadorismo da instituição eclesiástica a vê com desconfiança e rejeita sua identidade. Por outro, uma comunidade queer historicamente oprimida pela Igreja desaprova a possibilidade de um dos seus comungar.

A mulher se baseia em sua formação em teologia para rejeitar as interpretações conservadoras da Bíblia feitas pela Igreja como infundadas e clama por sua reforma. Ela também encontrou no grupo Crismhom um espaço seguro para expressar sua fé e identidade sem causar atritos.

Leia mais