Trabalhadores resgatados de trabalho escravo no RS retornam à Argentina

Foto: Ubirajara Machado | MPT

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

14 Fevereiro 2024

Verbas rescisórias foram pagas nesta quarta-feira, 7, por dois produtores rurais de São Marcos, na Serra gaúcha, que se utilizaram da mão de obra dos 22 homens resgatados em condições análogas à escravidão.

A reportagem é publicada por ExtraClasse, 08-02-2024.

Os 22 trabalhadores argentinos resgatados, no último dia 31 de janeiro, de condições análogas à escravidão em propriedade rural de São Marcos, na Serra Gaúcha, concluíram nesta quarta-feira, 7, o retorno à Argentina.

O adolescente de 16 anos resgatado concluiu o retorno um dia antes, acompanhado pela Assistência Social de Caxias do Sul. Ele foi encaminhado aos órgãos de proteção da infância e combate ao tráfico de pessoas, com intermediação do consulado argentino.

O retorno dos trabalhadores foi custeado, segundo informações do Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul (MPT/RS), pelo município de São Marcos e teve o acompanhamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o embarque e deslocamento até a fronteira, onde foram recebidos pelo Consulado da Argentina.

Dois produtores rurais de São Marcos, que se utilizaram da mão de obra dos homens resgatados e firmaram termo de ajuste de conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), efetivaram ontem, na gerência regional do Trabalho e Emprego (GRTE) de Caxias do Sul, o pagamento das verbas rescisórias devidas aos resgatados, e que não tinham sido pagas pelo empregador. Os trabalhadores ainda receberão três parcelas do seguro-desemprego.

Respeito aos direitos dos trabalhadores resgatados

O resgate dos trabalhadores argentinos é resultado de força-tarefa coordenada por auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), acompanhada pelo MPT/RS e apoiada pela Polícia Rodoviária Federal (FRF). Estão sendo inspecionados estabelecimentos rurais e vinícolas da Serra Gaúcha, que concentra a maior parte da produção nacional de uva e vinhos.

Segundo o MPT/RS, a ação tem como objetivo garantir o respeito aos direitos dos trabalhadores safristas da colheita 2024. Também, verificar as mudanças realizadas em toda a cadeia produtiva como resultado de operação concluída há um ano na região, quando foram resgatados 210 empregados do grupo empresarial Fênix Serviços Administrativos e Apoio à Gestão de Saúde Ltda.

Detalhes da operação, como o número de estabelecimentos fiscalizados, serão divulgados pelo órgãos envolvidos ao final da ação.

*Com informações do MPT/RS

Leia mais