Crise climática é uma forma de violência contra crianças, diz Conselho Mundial de Igrejas

Foto: Shutterstock

Mais Lidos

  • “Discursos desse tipo ameaçam a democracia de forma evidente, são discursos que criam desconfiança nas instituições, em um país como o Brasil, onde a democracia não voltou há muito tempo”, afirma o pesquisador

    Polarização política brasileira e o extremismo disfarçado de encanto. Entrevista especial com Paolo Demuru

    LER MAIS
  • Lula em reunião do G-7: "Eu nunca fui de esquerda"

    LER MAIS
  • O cardeal Camillo Ruini, teólogo anticomunista que liderou a Conferência Episcopal Italiana durante a era Berlusconi, faleceu

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

12 Setembro 2023

As revistas “The Lancet” e “Child Abuse and Neglect” publicaram um estudo realizado em coautoria do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) que descreve os impactos da crise climática como uma forma de violência estrutural contra as crianças. Elas estão mais expostas do que os adultos aos impactos das alterações do clima, o que representa uma ameaça à sua sobrevivência futura.

A reportagem é de Edelberto Behs

“Este estudo sublinha a necessidade urgente de reconhecer que respostas inadequadas à emergência climática representam uma profunda preocupação ética que afeta todos os aspectos dos direitos e do bem-estar físico e emocional das crianças”, explicou o consultor sênior do CMI para os direitos das crianças, Frederique Seidel.

Como pessoas de fé, prosseguiu, “somos chamados a enfrentar as causas profundas da emergência climática como uma medida urgente para proteger as crianças das terríveis consequências de um mundo em aquecimento”.

Ainda no ano passado, o programa Fé para a Terra, das Nações Unidas, o Conselho Muçulmano de Anciãos, a Junta de Rabinos de Nova Iorque e o CMI lançaram a proposta “Financiamento Responsável com o Clima: um Imperativo Moral para com a Infância”, no qual interpelaram agentes bancários para abandonarem o financiamento da exploração de combustíveis fósseis. Só assim será possível alcançar emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050.

O CMI também preparou um kit de proposições às igrejas voltado à justiça ambiental, o qual traz sugestões para impedir o aumento do aquecimento global, e de promoção do cuidado das crianças, disponível no link

Leia mais