Pesquisa aponta que 65% dos pais negros já se sentiram discriminados ao cuidarem de seus filhos

Foto: Sangiao Photography | Canva

Mais Lidos

  • Uma (nova) história do deus - Flávio, cristofascista ‘escolhido’ e totalmente crente. Artigo de Fábio Py

    LER MAIS
  • Interesses particulares descolados de apreciação profunda e respeitosa transformaram a cidade em um canteiro de obras que muitas vezes desconsideram o impacto ambiental e social, priorizando apenas o luxo e o lucro. História da cidade está se perdendo

    “Torres e sua natureza estão sendo assaltadas, negligenciadas e transmutadas”. Entrevista especial com Lara Lutzenberger

    LER MAIS
  • A Palantir não vende mais apenas ‘software’: vende uma teoria tecnofascista de governança global

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

15 Agosto 2023

Levantamento realizado pelo Instituto Promundo é o primeiro a abordar o tema da paternidade negra no Brasil.

A reportagem é publicada por Brasil de Fato, 13-08-2023. 

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Promundo aponta que 65% dos pais negros afirmou já ter sentido alguma discriminação por parte de outras pessoas em relação ao cuidado com as crianças pequenas. O levantamento, que ouviu 270 voluntários entre janeiro e fevereiro de 2021, é o primeiro a abordar a temática negra na paternidade.

Em 2019, o Instituto já havia realizado uma pesquisa para tratar sobre a paternidade, mas com foco mais abrangente. Desta vez, ao dar ênfase à população negra, temas importantes foram levantados, entre eles a educação.

Entre as 270 pessoas ouvidas por meio de questionário, 90% afirmam sentir dificuldades ao tratar do racismo com seus filhos. Parte destes pais relatam que precisam de mais repertório para educarem as crianças sobre temas importantes.

Para tanto, o relatório aponta que políticas públicas, principalmente aquelas voltadas a reparação histórica como a política de cotas, são importantes para dar sustentação a este debate entre pais e filhos.

Outro destaque da pesquisa é a ausência de personagens negros em histórias infantis, que poderiam dar subsídios à educação, apesar de mais da metade da população brasileira se autodeterminar negra.

Por fim, o levantamento explica que o racismo estrutural, seja em termos geográficos, de trabalho e renda e mesmo educação, são determinantes para as dificuldades enfrentadas por pais negros na criação de seus filhos.

Leia o relatório na íntegra aqui.

Leia mais