Documentário que denuncia cassação de vereadora catarinense tem pré-estreia em São Paulo

Maria Tereza Capra, vereadora que teve o mandato cassado. (Foto: Marcos Lewe | Partido dos Trabalhadores)

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19 Abril 2023

Maria Tereza Capra, de São Miguel do Oeste, perdeu o mandato após denunciar gesto interpretado como nazista diante de unidade militar.

A reportagem é publicada por Rede Brasil Atual, 18-04-2023. 

O alerta do gesto: a cassação de Maria Tereza Capra é o nome do documentário com lançamento previsto em vários estados e pré-estreia nesta quarta-feira (19), em São Paulo. A cassação da vereadora do PT em São Miguel do Oeste (SC), ocorreu em 4 de fevereiro, após questionar gesto em apologia ao nazismo por centenas de pessoas, em novembro. A cena aconteceu diante do 14º Regimento de Cavalaria Mecanizado, unidade local do Exército brasileiro.

A produção é do cineasta argentino/brasileiro Carlos Pronzato. A sessão está marcada para as 15h, na sede do Sindicato dos Jornalistas, região central de São Paulo. Há ainda lançamento previsto para 1º de maio, no canal de YouTube do diretor.

Assim, em sessão que só terminou na madrugada de 4 de fevereiro, a parlamentar foi cassada por “quebra de decoro parlamentar”. Foram 10 votos a 1, com uma abstenção. O episódio fez com que Maria Tereza passasse a sofrer ameaças de morte. Por isso, deixou o município por alguns meses. Advogada e professora, ela estava no terceiro mandato. Também foi secretária de Cultura do município.

“Culturalmente comum”

A agora ex-vereadora decidiu recorrer contra a decisão da cassação. Por enquanto, a Justiça negou liminares, em primeira e segunda instâncias.

Em dezembro, a Vara Criminal da Comarca de São Miguel do Oeste homologou o arquivamento de investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Dessa forma, a 40ª Promotoria de Justiça da Capital concluiu que houve “uma resposta dos manifestantes ao chamamento feito pelo orador que conduzia o ato para que todos erguessem a mão para emanar energias à frente”, em direção à Bandeira ou à unidade militar. Isso porque o gesto seria “culturalmente comum na região”.

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