Quem era Darya Dugina, jornalista e promotora da guerra na Ucrânia

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25 Agosto 2022

 

Ela era uma apoiadora da invasão russa e do conflito contra Kiev. Filha do filósofo e expoente da corrente eurasista do nacionalismo russo, ela trabalhou, entre outros, para as emissoras pró-Kremlin Russia Today e Tsargrad Tv sob o pseudônimo de Daria Platonovna.

 

A reportagem é de Marta Allevato, publicada por Agenzia Italia, 24-08-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Daria Aleksandrovna Dugina, filha do ideólogo ultranacionalista russo Aleksandr Dugin, morreu na explosão do veículo em que viajava ao retornar do festival 'Tradição', a que participou com o pai em Zakharovo, cerca de cinquenta quilômetros a sudoeste do centro de Moscou.

 

Nascida em 1992, Dasha - o apelido russo de seu nome, com o qual seus amigos a conheciam - era formada em filosofia pela Universidade estatal de Moscou e tinha aprofundado seus estudos sobre o neoplatonismo, mas reivindicava como referências culturais também Antonio Gramsci, Martin Heidegger e o sociólogo francês Jean Baudrillard.

 

Apesar de nunca ter ocupado um cargo oficial no governo, Dugin é considerado um aliado próximo do presidente russo e é definido por muitos no Ocidente como "Rasputin de Putin". Na Rússia, sua real proximidade e influência sobre o líder do Kremlin são questionadas por muitos.

 

Filósofo e cientista político, Dugin é um expoente da corrente eurasista do nacionalismo russo, que promove a criação de uma superpotência por meio da integração da Rússia com as ex-repúblicas soviéticas. Seus trabalhos sobre o 'mundo russo' e a Eurásia são considerados entre aqueles que inspiraram em parte a ideologia ultranacionalista a que muitos no Kremlin aderem e que justifica oficialmente a invasão russa da Ucrânia.

 

A filha Daria, jornalista e cientista política, apoiava abertamente a guerra contra Kiev. Aparece entre os autores de um livro a ser lançado no outono russo precisamente sobre o tema do conflito: o título é 'Livro Z' da letra que se tornou símbolo de apoio à invasão. Ela havia trabalhado, entre outros, para as emissoras pró-Kremlin Russia Today e Tsargrad TV sob o pseudônimo de Daria Platonovna.

 

Em junho, Dugina entrou na lista negra do Reino Unido por "expressar apoio ou promover políticas a favor da agressão russa na Ucrânia". Em uma entrevista em maio, ela descreveu a guerra como um "choque de civilizações" e expressou orgulho pelo fato de que tanto ela quanto seu pai (sancionado pelos EUA já em 2015 por seu suposto envolvimento na anexação russa da Crimeia) tivessem acabado nas listas negras do Ocidente.

 

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