Vaticano, a venda do prédio de Londres reforça as acusações

Imóvel na Inglaterra do escândalo financeiro | Foto: reprodução / Google street view

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04 Julho 2022

 

É especialmente o valor da operação que chama a atenção. O caso Sloane Avenue será lembrado nos anais como o pior negócio imobiliário da história da cidade.

 

A reportagem é de Maria Antonietta Calabrò, publicada por Huffington Post, 02-07-2022. A tradução é de Luisa Rabolini

 

O famoso prédio londrino de Sloane Avenue foi vendido pelo Vaticano em 30 de junho de 2022. Exatamente um ano após a assinatura da acusação contra dez réus por vários crimes que teriam sido cometidos para comprá-lo. O fato essencial é que o valor da venda de 186 milhões de libras atesta as acusações. Porque o valor estimado do imóvel a partir de uma avaliação já em setembro de 2013 era de 173,5 milhões de libras, como se pode constatar muito próximo do valor de venda atual.

 

“Como se pode perder comprando um prédio no centro de Londres?”, perguntou um dos maiores operadores imobiliários da capital inglesa, citado em janeiro de 2022 pelo Financial Times. Os réus mostraram que é possível: entre preço inflacionado, comissões milionárias, retornos negativos por anos e anos, pagamento de juros de um empréstimo garantido pelo tesouro do Óbolo de São Pedro (de 454 milhões) e posterior recompra em pedaços (desembolsando mais 55 milhões). O caso Sloane Avenue entrará para a história como o pior negócio imobiliário da história da cidade. O gabinete do Promotor de Justiça do Vaticano quantificou recentemente as perdas em 217 milhões de euros.

 

Algo que supera a história da venda dos imóveis do IOR (pela qual os réus foram condenados em primeira instância a vários anos de prisão) e que trouxe o Vaticano de volta ao esplendor (por assim dizer) do escândalo do Banco Ambrosiano que custou à Secretaria de Estado 250 milhões de dólares de transação pagos para a liquidação do banco de Calvi. Também desta vez as perdas da Sloane Avenue foram "lançadas" na contabilidade da secretaria de estado, cujos vértices administrativos acabaram no processo. É por isso que a venda do edifício à Bain Capital não encerra o caso, não coloca uma pedra sobre o péssimo negócio da Sloane Avenue, pelo contrário, no máximo (uma vez recuperado o valor recuperável) abre-o definitivamente.

 

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