#sorrisos. Artigo de Gianfranco Ravasi

Foto: Unsplash

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • A Espiritualidade do Advento. Artigo de Alvim Aran

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

17 Mai 2022

 

Conte a sua vida pelos sorrisos, não pelas lágrimas. Conte a sua idade pelos amigos, não pelos anos.

 

O comentário é do cardeal italiano Gianfranco Ravasi, prefeito do Pontifício Conselho para a Cultura, em artigo publicado por Il Sole 24 Ore, 15-05-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Aos quarenta anos, em 1980, John Lennon, como se sabe, foi assassinado por um fanático em Nova York.

 

Depois de se separar dos lendários Beatles, ele e sua esposa Yoko Ono embarcaram em um novo itinerário temático-musical de cunho espiritual e pacifista. Pertencem a esse horizonte os versos que citamos que, apesar de sua simplicidade, conservam uma lição existencial significativa. É, de fato, espontâneo partir sempre do negativo, tanto externo a nós quanto no íntimo de nossa experiência. Os jornais, assim como os outros meios de comunicação, registram primeiro as desgraças, as confusões da política, as perversões sociais e assim por diante, numa ladainha funesta que, entretanto, "gera notícia".

 

Eis então, o apelo de Lennon: vire a página e escreva em uma ideal folha de papel o belo, o bom, o verdadeiro, o feliz que também florescem sob a erva daninha do mal. Não é um otimismo ingênuo, é um realismo capaz de lembrar que o tecido da vida não é feito apenas de fios pretos, mesmo nas tramas mais emaranhadas. E do mesmo modo – continua o músico – não conte os seus anos apenas com a ampulheta do tempo que se esvai, mas também com os momentos de amizade festiva e de amor sereno que os constelam. É claro que não se deve ter o olhar estrábico da ilusão, mas tampouco aquele da desilusão sistemática.

 

Leia mais