Se não querem que Putin vença

Foto: Flickr

Mais Lidos

  • Centenas de aeronaves americanas prontas para atacar. Forças russas e chinesas estão realizando exercícios com Teerã

    LER MAIS
  • Pesquisadora e autora do livro Capitalismo Gore, lançado recentemente no Brasil, analisa como a violência contra minorias políticas resulta de um embaralhamento entre patriarcado e lucratividade midiática que transforma líderes extremistas em chefes de estado

    O desafio de transcender o ódio, combustível da extrema-direita, para superar a teocracia midiática. Entrevista especial com Sayak Valencia

    LER MAIS
  • O que é o Conselho da Paz, que será inaugurado amanhã por Donald Trump, e quem participa dele?

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

11 Abril 2022

 

Se os bailarinos ucranianos, por explícita indicação de seu governo, não podem mais encenar o Lago dos cisnes porque foi escrito (150 anos atrás) pelo russo Tchaikovsky, isso significa que Putin ganhou. Venceu o nacionalismo, venceu a guerra, venceu a obtusa classificação da humanidade com bases étnicas, aliás sempre escorregadias (Tchaikovsky tinha origens ucranianas).

 

O comentário é jornalista, escritor e roteirista italiano Michele Serra, publicado por La Repubblica, 10-04-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Perderam a cultura, que é supranacional por vocação, e a música, que também o é por sua natureza: não é uma linguagem de palavras, é uma linguagem de frequências, é matemática, nos Encontros Imediatos de Spielberg a única chave certeira para se comunicar com os aliens é uma sequência musical de cinco notas.

 

O agredido não pode raciocinar como o agressor, caso contrário perde em grande medida o poder e a eficácia de suas razões conclamadas, que são as da democracia e da liberdade: ambas odiadas, programaticamente, pelo invasor.

 

Há uma diversidade para defender e reivindicar mesmo sob agressão, mesmo com o sangue ainda quente.

 

A Europa, sob o golpe do terrorismo islâmico, mesmo após o terrível massacre do Bataclan, reagiu contendo com força os impulsos islamofóbicos internos e respondendo com a defesa rigorosa da lei e da tolerância. Então é preciso que ajude o governo ucraniano, que está pedindo para fazer parte dela, também com alguns bons conselhos. A russofobia, para os ucranianos, é um instinto hoje totalmente compreensível, mas que deve ser fortemente mantido sob controle se um futuro europeu for o objetivo final de sua resistência.

 

Leia mais