#Gelo

Foto: Wilerson S Andrade | Flickr CC

Mais Lidos

  • IHUCast – El Niño 2026. O Rio Grande do Sul está preparado?

    LER MAIS
  • “A Igreja não precisa ser maioria para ser o sal da terra”. Entrevista com Margot Käßmann

    LER MAIS
  • Trump já protagonizou um verdadeiro massacre na Casa Branca, incluindo insultos a Michelle Obama: "Ele é um homem, não é, América?"

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

23 Novembro 2021

 

Uma mente sem emoções não é uma mente, é apenas uma alma de gelo: uma criatura fria, inerte, desprovida de desejos, de medos, de preocupações, de dores ou de prazeres.

 

O comentário é do cardeal italiano Gianfranco Ravasi, prefeito do Pontifício Conselho para a Cultura, publicado por Il Sole 24 Ore, 21-11-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Pode surpreender, mas quem escreve essas linhas é um neurocientista, o estadunidense Joseph Le-Doux, nascido na Louisiana em 1949. Ele abandona a concepção asséptica de outros colegas que identificam cérebro e mente (ou alma) reduzindo-os ao impressionante sistema neuronal cerebral.

A referência é às realidades que definimos com a palavra de matriz latina "emoção". Uma matriz sugestiva porque se assenta em dois componentes: por um lado, certamente o verbo movère que evoca movimento, dinamismo e caminho por excelência; por outro lado, existe a preposição ex- que convida a sair, a derreter justamente o gelo que jorra, que se espalha, borbulha, fertiliza o solo.

É a experiência que os verdadeiros apaixonados experimentam quando seguram a mão da pessoa amada ou olham em seus olhos, fundindo-se um no outro. É o coração que acelera suas batidas quando se vivem eventos felizes ou dores excruciantes. É a emoção da mente e do espírito diante da beleza de uma obra-prima artística. Essas e outras emoções não são redutíveis a um algoritmo, nem podem ser inseridas na inteligência artificial de uma máquina. É necessário, portanto, atravessar toda a gama de sentimentos e não apenas os percursos da racionalidade para serem realmente pessoas humanas.

 

Leia mais