O Papa Bergoglio retorna pela quinta vez à cidade de Francisco, o Poverello de Assis. Encontros com mais de 500 pessoas pobres de toda a Europa

Basílica de São Francisco de Assis, em Assis, na Itália (Foto: Unsplash)

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09 Novembro 2021

 

Sexta-feira, 12 de novembro, o Papa Francisco volta a visitar Assis, a cidade de São Francisco, "em particular", e o fará para passar algumas horas com diferentes categorias de pessoas que conhecem e vivem dificuldades sociais que aumentaram muito nestes quase dois anos de pandemia. O gesto do Papa está diretamente ligado ao que toda a Igreja celebrará no próximo domingo, 14 de novembro, por ocasião do V Dia Mundial dos Pobres.

O Papa, de acordo com o programa divulgado hoje, visitará a Basílica de Santa Maria degli Angeli, onde encontrará pelo menos 500 pobres de diferentes partes da Europa, em peregrinação aos lugares de São Francisco, organizado pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização. Esta próxima sexta-feira será a quinta vez do Papa Francisco em Assis, após as primeiras 4 visitas: 4 de outubro de 2013, 4 de agosto de 2016, 20 de setembro de 2016 e 3 de outubro de 2020 (assinatura da encíclica "Fratelli tutti"). Em 2016 o Pontífice foi apenas à Basílica de Santa Maria degli Angeli, como fará na próxima sexta-feira. Portanto, Francisco, nestas cinco visitas, só foi ao Sagrado Convento em três casos.

 

A reportagem é publicada por Il Sismografo, 08-11-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

V Dia Mundial dos Pobres 2021: "Os pobres sempre os tendes convosco" (Mc 14,7)

 

1. "Os pobres sempre os tendes convosco" (Mc 14,7). Jesus pronunciou essas palavras no contexto de uma refeição, em Betânia, na casa de um certo Simão chamado "o leproso", poucos dias antes da Páscoa. Como conta o evangelista, uma mulher entrou com um vaso de alabastro cheio de um perfume precioso e o derramou sobre a cabeça de Jesus. Aquele gesto causou grande espanto e deu origem a duas interpretações diferentes.

A primeira é a indignação de alguns dos presentes, incluindo os discípulos, que pelo valor do perfume - cerca de 300 denários, o equivalente ao salário anual de um trabalhador - acham que teria sido melhor vendê-lo e dar o dinheiro para os pobres. Segundo o Evangelho de João, é Judas quem se faz intérprete desta posição: “Por que este perfume não foi vendido por trezentos denários e entregue aos pobres?”. E o evangelista observa: “Ele disse isso não pelo cuidado que tivesse com os pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, tirava o que ali se lançava” (12,5-6). Não é por acaso que essa crítica dura sai da boca do traidor: é a prova de que aqueles não reconhecem os pobres traem o ensinamento de Jesus e não podem ser seus discípulos. A este propósito, recordemos as palavras fortes de Orígenes: “Judas parecia estar preocupado com os pobres [...]. Se agora ainda há alguém que tem a bolsa da Igreja e fala em favor dos pobres como Judas, mas depois pega o que colocam ali dentro, então ele tenha sua parte junto com Judas" (Comentário sobre o Evangelho de Mateus, 11, 9 – Texto completo da mensagem do Papa Francisco aqui).

 

 

 

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