Assim como o desmatamento, exploração madeireira avança pelo norte de Rondônia

Mais Lidos

  • Somos todos aspirantes a cristãos. Entrevista com Paolo Ricca

    LER MAIS
  • “O mundo da educação foi sobrecarregado e perturbado pelo surgimento do ChatGPT”. Discurso do cardeal José Tolentino de Mendonça

    LER MAIS
  • O “Filioque” e a história. Artigo de Flávio Lazzarin

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

28 Outubro 2021

 

Divisa entre RO, MT e AM é conhecida como a “nova fronteira do desmatamento”. Do total explorado no Estado, em ao menos 5 mil hectares a retirada de madeira foi feita de forma ilegal.

A reportagem é de Cristiane Prizibisczki, publicada por ((o))eco, 26-10-2021.

Cerca de 70 mil hectares de florestas em Rondônia foram utilizados para extração madeireira, entre 2019 e 2020. Do total desta área, em ao menos 5.814 hectares a retirada da madeira ocorreu de forma ilegal, em áreas protegidas. Os dados, divulgados na última semana, fazem parte de um estudo realizado pela Rede Simex, formada por quatro organizações ambientais: Imazon, Idesam, Imaflora e ICVRondônia é o terceiro no ranking de estados com maior área utilizada para exploração florestal na Amazônia.

A extração de madeira em unidades de conservação de proteção integral e Terras Indígenas é vedada por lei. No entanto, o trabalho revelou que somente em TIs, a área explorada chegou a 3.307 hectares.

A TI Tubarão Latunde, localizada no sudeste do estado, concentrou 68% das explorações, com 2.242 hectares, o equivalente a mais de dois mil campos de futebol. A outra terra com extração de madeira identificada no estudo foi a Rio Omerê, onde 1.065 hectares foram explorados, 32% do total mapeado em terras indígenas.

Na categoria de unidades de conservação de proteção integral, 86% da exploração madeireira ocorreu no Parque Nacional dos Campos Amazônicos. A UC é localizada no norte de Rondônia, na divisa com o Amazonas e Mato Grosso, região que enfrenta alta pressão pela destruição da floresta. 

Já nas unidades de conservação de uso sustentável, 78% das explorações ocorreram na Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá e na Floresta Nacional de Jacundá, que está em concessão.

Apesar dos números significativos de extração ilegal em áreas protegidas, o total da ilegalidade é bem maior. O problema é que a falta de acesso aos dados públicos completos impediu a análise em todo território rondoniense. No Mato Grosso, por exemplo, outro estudo da Rede Simex mostrou que os imóveis rurais cadastrados eram responsáveis por 70% da exploração ilegal no estado.

“A Secretaria de Estado do Desenvolvimento AmbientalSEDAM/RO disponibilizou parcialmente dados de autorizações de exploração florestal e das áreas de manejo florestal (AMF). No entanto, esses dados não foram suficientes e não apresentaram os formatos necessários para a concretização da análise de legalidade até o lançamento do presente estudo”, diz parte do trabalho.

 

Exploração Por Categorias

 

Conforme a pesquisa, foram identificados 69.794 hectares com exploração madeireira em Rondônia, entre agosto de 2019 e julho de 2020. Destes, 78% (54.416 hectares) concentraram-se em imóveis rurais cadastrados, 10,2% (7.154 ha) em unidades de conservação que não de proteção integral, 8,3% (5.814 ha) em UCs de proteção integral e Terras Indígenas, 1,3% (901 ha) em assentamentos rurais, 0,5% (392 ha) em terras não destinadas e 1,6% (1.117 ha) em outras categorias.

Somente na cidade de Porto Velho foram identificados 29.646 ha da exploração madeireira no período (42%), seguida por Machadinho d´Oeste, com 8.129 ha (12%), e Candeias do Jamari, com 6.317 hectares (9%).

“Esses municípios concentram-se na região norte que, nos últimos anos, destacou-se pelo desmatamento. E, agora, segundo os nossos dados, também destaca-se pela exploração madeireira”, afirma Julia Niero Costa, do Imaflora.

 

Extração Madeireira 

 

Ao contrário do desmatamento, em que ocorre a remoção completa da vegetação com o ‘corte raso’, a exploração madeireira feita fora do estabelecido nos planos de manejo provoca degradação, que é quando a floresta é continuamente empobrecida por distúrbios, reduzindo sua biomassa e o próprio estoque de madeira comercial.

A extração madeireira sem controle leva ao empobrecimento da biodiversidade e à emissão de gases de efeito estufa, entre outros problemas.

 

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Assim como o desmatamento, exploração madeireira avança pelo norte de Rondônia - Instituto Humanitas Unisinos - IHU