No brasão de Chow, bispo jesuíta, a ponte Tsing-Ma e a girafa que ‘vê longe’

Foto: Divulgação do brasão do novo bispo de Hong Kong, Mons. Stephen Chow Sau-yan.

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14 Outubro 2021

 

O novo bispo que assumirá em Hong Kong no dia 4 de dezembro divulgou seu emblema e seu lema. Revela uma vontade de ajudar a superar as divisões internas e uma Igreja que visa alargar o olhar para um horizonte amplo.

A reportagem é publicada por AsiaNews, 08-10-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

O novo bispo de Hong Kong, D. Stephen Chow Sau-yan divulgou o seu lema e o brasão que o acompanhará no seu ministério episcopal, que começará com a sua ordenação na Catedral da Imaculada Conceição, a 4 de dezembro. Nomeado em 17 de maio, Mons. Chow - até agora à frente da província chinesa dos jesuítas, que inclui Hong Kong, Macau, Taiwan e a China continental - apenas concedeu uma conferência de imprensa logo após a sua nomeação: o brasão e o lema tornam-se assim uma primeira mensagem sobre a sua intenção na tarefa que o aguarda.

O lema “Ad maiorem Dei gloriam” repete o dos Jesuítas, a congregação da qual Mons. Chow provém, assim como as letras IHS no topo do brasão, que correspondem ao Cristograma símbolo da Companhia de Jesus. Mas o que chama a atenção no emblema é sobretudo a presença na parte inferior de uma imagem de Hong Kong: a da ponte Tsing-Ma, a moderna ponte suspensa que conecta a ilha Tsing Yi à terra firme. “A missão da Igreja – consta na explicação - é a de ser uma ponte entre as diferentes partes para ajudar a encontrar-se ao longo dela”.

 

Foto: Divulgação do brasão do novo bispo de Hong Kong, Mons. Stephen Chow Sau-yan.

 

Parece significativo que D. Chow tenha escolhido a ponte Tsing-Ma - que liga duas partes diferentes do território de Hong Kong - e não a ponte Macao-Zhuhai, que é a ponte suspensa mais longa do mundo e chega à China continental. Talvez uma mensagem sobre a necessidade de recomeçar a partir da situação interna hoje em Hong Kong, que está profundamente dilacerada. Essa unidade - sugere a figura do centro, com diferentes formas e cores entrelaçadas - só pode ser realizada no encontro entre as diversidades “respeitando a singularidade e a independência de cada pessoa” dentro de algo maior”.

Finalmente, o emblema é completado pelas figuras de dois animais: a pomba com o ramo de oliveira, que é o símbolo do Espírito Santo, é combinada de forma algo inusitada com uma girafa. Um animal - lemos ainda na explicação do brasão - “com um grande coração, símbolo de inclusão e generosidade, mas também com um longo pescoço que permite ter uma ampla vista sobre o horizonte e um olhar que alcança longe".

 

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