El Salvador. Igreja desaprova as destituições feitas pelo presidente Nayib Bukele no judiciário

Presidente Nayib Bukele (Foto: Wikimedia Commons)

Mais Lidos

  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS
  • A visita de Rubio ao Papa foi marcada por sorrisos e desentendimentos: confrontos sobre Cuba e Irã

    LER MAIS
  • Leão XIV: o primeiro ano de um papa centrista. Artigo de Ignacio Peyró

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

12 Mai 2021

 

A Igreja Católica de El Salvador desaprova a forma como se realizaram as destituições de cinco magistrados constitucionais e do fiscal geral por “não ter sido segundo o processo estabelecido por lei”, de acordo com um comunicado divulgado na terça-feira.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 07-05-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Em uma nota assinada pelo arcebispo de San Salvador, José Luis Escobar Alas, se aponta que “tampouco estamos de acordo com a forma em que foram eleitas as pessoas que assumiram, porque não se seguiu o devido processo legal”.

A Igreja Católica fez um “veemente” chamado para que se “atue sempre em um genuíno cumprimento da ordem legal” e exortou “aos principais atores do cenário político de El Salvador à prudência, virtude necessária nesta conjunta que o país atravessa”.

El Salvador encontra-se sob o olhar mundial pela decisão da Assembleia Legislativa de destituir os magistrados da Câmara Constitucional da Suprema Corte de Justiça (CSJ) e ao procurador-geral Raúl Melara, uma ação consideram um golpe ao sistema de separação de poderes e duramente criticada pela comunidade internacional.

As explicações do presidente de El Salvador, Nayib Bukele aos embaixadores designados em seu país não diminuíram as críticas internacionais pela destituição dos magistrados e do procurador-geral.

O mandatário citou na segunda-feira aos representantes diplomáticos e a gravação da reunião, apesar de ser privada, foi transmitida em cadeia nacional na noite de terça-feira.

A alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, alertou nesse dia sobre uma “alarmante tendência à concentração de poderes” em El Salvador. As recentes destituições “socavam gravemente a democracia e o Estado de direito” ao debilitar a separação de poderes, afirmou a ex-presidente do Chile.

Ainda, a ministra espanhola de Assuntos Exteriores, Arancha González Laya, fez um chamado pelo “respeito ao Estado de direito, a independência judicial e a separação de poderes” no país centro-americano.

 

Leia mais