Patriarca maronita: o “plano” de Trump para a Terra Santa é “um sinal de guerra e de ódio”

Jerusalém | Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • Trump usa o ataque para promover sua agenda em meio ao bloqueio de informações sobre o Irã e índices de aprovação em níveis historicamente baixos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

03 Fevereiro 2020

O projeto de “solução” do conflito israelense-palestino lançado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e apresentado por ele como “o plano do século” representa, na realidade, “um sinal de ódio, guerra e opressão”, que corre o risco de colocar sob “ferro e fogo” a Terra Santa onde Jesus Cristo nasceu.

A reportagem é publicada por Agência Fides, 31-01-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O cardeal libanês Bechara Boutros Rai, patriarca de Antioquia dos maronitas, disse isso na noite de quinta-feira, 30 de janeiro, nas reflexões com as quais acompanhou a recitação do rosário que, desde outubro passado, se realiza na igreja da sede patriarcal maronita de Berkè, às 17h, para invocar o presente da paz para o Líbano.

As palavras do Patriarca Rai ressoaram clara e inequivocamente: o primaz da Igreja maronita convidou todos a rezarem pela Terra Santa, “onde nasceu o Salvador Jesus Cristo, onde se revelou a Santíssima Trindade, onde foi levado a cumprimento o desígnio de salvação e redenção, foi instituída a Igreja e de onde o Santo Evangelho foi anunciado a todo o mundo”.

Não é possível – observou o patriarca – aceitar “que esta terra seja posta sob ferro e fogo” pelas intenções e pelas escolhas “de uma pessoa que decidiu deixar de lado toda a história”. Na Terra Santa – acrescentou o cardeal maronita – convivem judeus, cristãos e muçulmanos, “como Deus quis. E esta terra não pode suportar essa decisão política tomada pelo governo ou pelo presidente dos Estados Unidos”.

O patriarca concluiu a sua reflexão implorando que Deus poupe os povos dos novos e possíveis sofrimentos provocados “"por esse projeto desejado pelo presidente estadunidense” e lembrando que não pode haver paz quando a injustiça e a arrogância prevalecem.

Nos últimos dias, fortes críticas ao plano dos EUA intitulado Peace for Prosperity e lançado por Trump já haviam sido expressadas por várias realidades e órgãos eclesiais, incluindo os patriarcas e os chefes das Igrejas de Jerusalém, a Federação Luterana Mundial, a Assembleia dos Bispos Ordinários Católicos da Terra Santa, o Conselho Mundial de Igrejas e a Conferência dos Bispos da Inglaterra e do País de Gales.

 

Leia mais