Tailândia. “Projetos comuns com os budistas em defesa do clima”, propõe o papa Francisco

Foto: Vatican Media/Divulgação

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25 Novembro 2019

Embora no passado o Papa Francisco tenha evitado conceder audiência ao Dalai Lama por razões de realpolitik e não irritar a China, na Tailândia, ele visitou o chefe supremo dos budistas, reservando palavras de grande afeto e lançando um projeto comum para a defesa do clima.

A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada por Il Messaggero, 22-11-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Em Bangkok, ele falou de recíproca confiança e fraternidade e além das trocas acadêmicas e inter-religiosas que permitam maior entendimento mútuo, lançou a ideia de um projeto comum com os budistas para "promover o desenvolvimento entre os fiéis de nossas religiões projetos comuns de caridade, aptos a gerar e aumentar iniciativas concretas, especialmente para os mais pobres. O terreno sobre o qual realizar projetos conjuntos está ligado ao tema ambiental para defender nossa casa comum tão maltratada", afirmou.

O papa chegou ao Templo Wat Ratchabophit Sathit Maha Simaram, um templo histórico em Bangkok, para um encontro com Somdej Phra Maha Muneewong, também conhecido como Umporn Umpa-row. Ao chegar, o Pontífice foi recebido pelo secretário do Patriarca e juntos foram ao templo. Após o discurso de boas-vindas, ele assinou o Livro de Honra e posou para uma foto de grupo com 35 monges do mosteiro. Também dois anos atrás ele visitou um templo budista em Mianmar.

O budismo na Tailândia está presente quase que em sua totalidade através da escola Theravada. A história do budismo começa no século VI a.C. com o nascimento e a pregação do Buda Sidarta Gautama. A religião evoluiu adaptando-se aos vários países e agora é caracterizada por numerosas correntes de pensamento e cismas, com a formação de várias escolas; entre elas, as mais importantes atualmente existentes são a escola Theravāda, as escolas Mahāyāna e as escolas Vajrayāna.

O Budismo Mahayana, em sua forma tibetana, é também chamado de lamaísmo. Até 1950, o Tibete era seu guardião até a invasão chinesa, tanto na variante Mahayana quanto na Vajrayana. O Dalai Lama, considerado uma encarnação do Buda, é seu líder político e espiritual.

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