Cidade com pior qualidade de vida teme que substitutos de cubanos desistam

Foto: Alejandro Zambrana/Sesai/Flickr CC

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25 Fevereiro 2019

Em Melgaço, de sete vagas abertas pelo último edital do Mais Médicos, apenas um médico brasileiro formado por aqui chegou ao município para assumir o cargo. “Os outros candidatos me ligaram, especularam sobre a cidade, mas desistiram”, contou o secretário municipal de saúde Daniel Taveira ao UOL.

Encravada na floresta amazônica no Pará, Melgaço tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil. Até o ano passado, o município tinha conseguido fixar sete médicos graças à parceria do governo federal com Cuba no programa. Agora, a cidade com 26 mil habitantes e índice de mortalidade infantil nas alturas (19 mortes a cada mil nascidos vivos) está temerosa. Na última chamada, as seis vagas conseguiram ser preenchidas por médicos brasileiros formados no exterior. Mas, de novo, as deficiências da cidade podem afugentar os profissionais. “Eles querem saber como é a moradia, se temos escolas. Dos que conversaram comigo, senti que uma médica virá”, retoma Taveira.

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