A fé em tempos de internet: Papa Francisco declara guerra às novas heresias que se espalham via web

Mais Lidos

  • A nova missão do mundo católico diante da trajetória do trumpismo. Artigo de Stefano Zamagni

    LER MAIS
  • Pix vira foco de tensão entre Brasil e governo Trump

    LER MAIS
  • Assessora jurídica do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e bispo da Diocese de Juína refletem sobre os desafios da cultura do encontro entre indígenas e não indígenas na sociedade brasileira e relembram a memória do jesuíta Vicente Cañas, que viveu com povos isolados na década de 1970, entre eles, os Enawenê-nawê, no Mato Grosso

    “Os povos indígenas são guardiões de conhecimentos essenciais para toda a humanidade”. Entrevista especial com Caroline Hilgert e dom Neri José Tondello

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

02 Março 2018

No tempo da internet, a fé cristã parece correr novos riscos. A difusão de ideias erradas – as heresias – em tempos de internet flui mais rapidamente via web, e, assim, o Papa Francisco, através da Congregação para a Fé, se dispõe e se prepara para enfrentá-las, publicando um documento dirigido aos bispos do mundo inteiro.

A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada por Il Messaggero, 01-03-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Prolifera em nossos tempos um neopelagianismo em que o homem, radicalmente autônomo, pretende salvar-se a si mesmo sem reconhecer que ele depende, no mais profundo do seu ser, de Deus e dos outros. A salvação é então confiada às forças do indivíduo ou a estruturas meramente humanas, incapazes de acolher a novidade do Espírito de Deus”, denuncia o ex-Santo Ofício.

O documento também critica “um certo neognosticismo”, que, afirma o texto, “apresenta uma salvação meramente interior, fechada no subjetivismo. Esta consiste no elevar-se ‘com o intelecto para além da carne de Jesus rumo aos mistérios da divindade desconhecida”.

Os teólogos vaticanos explicam que se pretende, assim, “libertar a pessoa do corpo e do mundo material, nos quais não se descobrem mais os vestígios da mão providente do Criador, mas se vê apenas uma realidade privada de significado, estranha à identidade última da pessoa e manipulável segundo os interesses do homem”.

A síntese é que as heresias estão sempre à espreita. “Tanto o individualismo neopelagiano quanto o desprezo neognóstico do corpo descaracterizam a confissão de fé em Cristo, único Salvador universal”.

Leia mais