Brasil tem 13 milhões de analfabetos

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

28 Julho 2015

Treze milhões de brasileiros não sabem ler e escrever. O número representa 8,7% da população acima de 15 anos. Isso significa que o Brasil não vai cumprir um pacto internacional de reduzir pela metade o analfabetismo de adultos até o fim do ano.

A reportagem foi publicada no portal G1, 23-07-2015.

Segundo o IBGE, o município de Alagoinha do Piauí é o recordista em número de analfabetos do Brasil. O dinheiro para alfabetizar adultos vem do Governo Federal e o Ministério Público investiga a utilização desta verba na cidade. “Muito provavelmente esse índice constatado pelo IBGE não condiz com a realidade. Trata-se, muito provavelmente, de um número que é utilizado também para a prática de fraudes, porque essa verba relativa ao Brasil Alfabetizado é proporcional ao número de analfabetos do município”, explica Maria Clara Lucena, procuradora federal.

Por ser o município com o maior número de analfabetos, no ano passado Alagoinha tinha também o maior número de alfabetizadores. Eram 42 professores, que ganhavam R$ 400 por mês, além dos oito coordenadores, que recebiam R$ 600 mensais.

Na investigação, o Ministério Público descobriu que os coordenadores e alfabetizadores formavam as turmas, mas não ministravam aulas. Muitos dos que se diziam analfabetos, na verdade, sabem ler e escrever. “Eles davam seus nomes apenas para fazer número. Para que esses alfabetizadores e coordenadores pudessem formar turmas e assim receber suas bolsas”, explica a procuradora.

O programa é federal, mas cabe ao município acompanhar a aplicação do dinheiro. Nas ruas, a população revela que era convidada a participar do programa, apenas para que as turmas fossem preenchidas, mas o secretário municipal de Educação, Márcio Ribeiro, afirma que não tem conhecimento da prática.

Ao fim do curso, os educadores tinham que apresentar um relatório sobre o desempenho de cada aluno. Os documentos apresentados são todos exatamente iguais. Márcio Ribeiro diz não estranhar o fato dos relatórios dos alunos serem iguais. “O município é um município muito pequeno. Esses professores se encontram diariamente. Nessas conversações eles podem ter chegado em um comum e tinham o modelo dos relatórios”, diz Márcio Ribeiro.

A coordenadora do projeto no município não atendeu as ligações. Por email, o Ministério da Educação disse que cortou a verba do programa até a apuração das denúncias.

Em Alagoinha, 73% das crianças e jovens até 19 anos estão matriculados nas escolas, mas 18% dos alunos desistem antes de terminar o Ensino Médio. O trabalho no campo e o casamento tiram os adolescentes da escola antes de concluírem os estudos.

Pessoas que conhecem letras e números, mas não conseguem ler ou fazer contas são chamadas de analfabetas funcionais. Uma pesquisa mostra que esta é a condição de 27% dos adultos brasileiros. “Geralmente se somam fragilidades uma em cima da outra. Ele vem da família mais frágil, a mãe não tinha escolaridade, não pode dar atenção, ele foi para a escola mais fraca, foi ficando para trás e o professor não deu tanta atenção para ele. Reprovar também não é a solução. Você está penalizando a criança por uma falha que é do sistema como um todo. Vamos focar em fazer ela, de fato, aprender. É possível”, afirma Ana Lúcia Lima, diretora do Instituto Paulo Montenegro.

Leia a notícia completa aqui.

Que sentimentos esta notícia provocou em você?

Sugerimos este texto bíblico que pode vos iluminar.

Leia-o e deixe que ele ecoe em você.

Temer a Javé é odiar o mal.
Por isso, eu detesto o orgulho e a soberba, o mau comportamento e a boca falsa.
Eu possuo o conselho e o bom senso; a inteligência e a fortaleza me pertencem.
É através de mim que os reis governam e os príncipes decretam leis justas.
Através de mim, os chefes governam e os nobres dão sentenças justas.
Eu amo os que me amam, e os que me procuram me encontrarão.(Sb 8,13-21 )

Se quiser, pode escrever sua prece e enviá-la, para que outros possam rezar junto pelo site.
Mande sua mensagem pelo formulário abaixo: