Antártida bate novos recordes de temperatura

A Península Antártica é uma das regiões do planeta que está se aquecendo rapidamente, aumentou de quase 3 graus em 50 anos (Foto: Pixabay)

Mais Lidos

  • O Brasil pode viver novo boom das commodities com a guerra?

    LER MAIS
  • ​A estética grotesca dos EUA, seja do ponto de vista discursivo ou do belicismo tacanho, mostra um imperialismo que abandona qualquer subterfúgio retórico e revela ao mundo mais fragilidades do que forças

    O imperialismo está nu: era Trump retrata não a força do gigante do norte, mas sua decadência. Entrevista especial com Juliane Furno

    LER MAIS
  • Thiel leva suas palestras sobre o Anticristo à porta do Vaticano, e as instituições católicas recuam

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

03 Março 2017

Um comitê de especialistas da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou no início de março os novos recordes de altas temperaturas verificados na Antártida. Para toda a região (terra e gelo abaixo da latitude de 60 graus), a temperatura mais elevada registrada foi 19,8 graus Celsius em 30 de janeiro de 1982, numa estação de pesquisa da ilha Signy.

A informação é publicada por Deutsche Welle, 03-03-2017.

Para o continente propriamente dito (definido como a massa continental principal e as ilhas adjacentes), a temperatura mais elevada foi de 17,5 graus Celsius, em 24 de março de 2015, registrada na base argentina de pesquisa Esperanza, situada no extremo norte da Península Antártica.

No Planalto Antártico (altitude igual ou superior aos 2,5 mil metros), a temperatura mais alta, de 7 graus abaixo de zero, foi registrada em 28 de dezembro de 1980 na estação meteorológica automática (lugar D-80), situada no interior da Terra Adélia. Já a temperatura mais baixa medida no solo, de 89,2 graus abaixo de zero, foi observada em 21 de julho de 1983 na estação Vostok, da Rússia. Esta é também a temperatura mais baixa já registrada no mundo.

"É possível, e certamente provável, que possam ocorrer e de fato tenham ocorrido extremos mais acentuados na região da Antártida", afirmou a OMM. A medição desses fenômenos é importante para entender padrões climáticos e diferenciar entre variações climáticas naturais e as provocadas pelos seres humanos, acrescentou a organização.
A Antártida, cuja superfície é de 14 milhões de quilômetros quadrados, aproximadamente duas vezes o tamanho da Austrália, é um território frio e com muito vento. A temperatura média anual oscila entre 10 graus abaixo de zero no litoral e 60 graus abaixo de zero nas zonas mais altas do interior.

A Península Antártica, cujo extremo noroeste se encontra perto da América do Sul, é uma das regiões do planeta que está se aquecendo rapidamente, subindo quase 3 graus nos últimos 50 anos, afirmou a OMM. Nesse período, quase 90% das geleiras do litoral ocidental da península retrocederam e, nos últimos 12 anos, muitas delas experimentaram um retrocesso acelerado.

Leia mais