Em quatro anos, um quarto dos cristãos viverá na África

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22 Fevereiro 2017

O livro que delineia essa previsão, “A Antologia do Cristianismo Africano”, foi apresentado na Universidade de Bossey, na Suíça.

A reportagem é de Gian Mario Gillio, publicada por Riforma.it, 20-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“O cristianismo está crescendo mais rápido na África do que em qualquer outra parte do mundo”, disse Lawrence Iwuamadi, professor de Ecumenismo e Hermenêutica Bíblica no Instituto Ecumênico do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) de Bossey. A ocasião foi uma discussão convocada para apresentar a “Antologia do Cristianismo Africano”, no Instituto de Bossey, no dia 15 de fevereiro passado, da qual participaram inúmeros especialistas convidados para a prestigiosa sede em Genebra.

Dos dados contidos no livro, emerge que, “nos próximos quatro anos, um quarto dos cristãos de todo o mundo viverá na África”, destacou Iwuamadi, que afirmou que “a antologia é pontual nas suas 1.400 páginas e é um precioso recurso analítico”.

Cento e sessenta artigos abordam, com 30 pesquisas regionais e confessionais e mais de 50 pesquisas nacionais, as questões sociais e políticas contemporâneas enfrentadas pelos cristãos no continente. “A educação certamente foi o fator determinante para a difusão do cristianismo”, acrescentou Iwuamadi.

O livro examina ainda o papel das mulheres na Igreja na África, onde “se evidencia como elas são hoje a ‘espinha dorsal’ do cristianismo”, concluiu.

A “Antologia do Cristianismo Africano” foi editada por Isabel Apawo Phiri, Dietrich Werner, Chammah Kaunda e Kennedy Owino e publicada pela Regnum Studies in Global Christianity 2016.

“O livro é também um precioso instrumento para fazer avançar o ecumenismo”, disse Werner, ex-diretor do CMI: “O ecumenismo só terá futuro se for informado. Temos sempre muitas declarações comuns, mas pouco conhecimento sobre o cristianismo contemporâneo.”

“Quisemos também inserir nos capítulos análises contemporâneas, focadas no cristianismo que se espalhou na África do Norte, na África ocidental, oriental e meridional”, disse a vice-secretária-geral do CMI, Apawo Phiri.

Respondendo a uma pergunta, Phiri disse ainda: “A teologia do cristianismo africano certamente foi influenciada pelo contexto social em que operava. Por exemplo, a sexualidade em algumas áreas pode ser percebida ainda hoje como um problema”.

Os sinais do nosso tempo são essenciais e também influenciam os conteúdos da nossa teologia, continuou Phiri. “O objetivo do livro é o de examinar a fé a partir do ponto de vista africano. Uma fé que se enraizou profundamente naqueles terras, tornando-se um cristianismo de religião africana.”

Um conhecimento profundo do cristianismo é necessário tanto para os governos quanto para as Nações Unidas, afirmou-se em Bossey, “e muitas vezes essas instituições nos pedem para trabalhar ao seu lado”.

Benjamin Simon, professor de Missiologia Ecumênica no Instituto de Bossey, descreveu a “Antologia” como um maravilhoso “buquê de flores”, com os seus 20 artigos elaborados por teólogos famosos e provenientes de ambientes africanos. “Um único capítulo do livro pode ser considerado um livro, um ‘buquê de flores’ pela variedade de posições e opiniões, além de perspectivas e de pontos de vista”, disse também Simon.

Agnes Abuom, presidente do CMI, concluiu o encontro sobre o papel do cristianismo africano, dizendo: “O colonialismo certamente é um fator determinante a se considerar, se quisermos compreender o fenômeno e também as diferenças denominacionais e ecumênicas que estão presentes no continente africano”.

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