Movimentos sociais do Amazonas se preparam para mais uma edição do Fórum Social Pan-amazônico

Fonte: Wikipedia

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12 Novembro 2016

Em preparação ao VIII Fórum Social Pan-amazônico que acontecerá em abril de 2017 na cidade peruana de Tarapoto, será realizado em Manaus, no Parque Municipal do Mindu, o pré Fórum, um conjunto de atividades envolvendo apresentações artísticas e debates. O evento terá início nesta sexta-feira, 11, com encerramento previsto para a tarde de sábado.

A reportagem é de J. Rosha, publicada por Conselho Indigenista MissionárioCIMI, 10-11-2016.

Os debates giram em torno de três temas: Experiências de Resistência dos povos da Amazônia, Impactos de Grandes Projetos governamentais e processos de descolonização. A organização do evento é feita por movimentos sociais, entidades de apoio aos povos indígenas, organizações indígenas e feministas de Manaus.


Imagem: Cimi

O Fórum Social Pan-amazônico surgiu como desdobramento do Fórum Social Mundial. Foi consequência do esforço de articulação entre os movimentos sociais e organizações populares dos países da Amazônica continental em reação aos efeitos da globalização neoliberal

As duas primeiras edições do FSPA aconteceram na cidade de Belém/PA, (2002-2003). A terceira foi realizada em Ciudad Guayana, na Venezuela (2004).

Em janeiro de 2005, Manaus sediou o IV FSPA. Em termos quantitativos, foi a maior edição do Fórum com participação de mais de oito mil pessoas de vários países de todos os continentes. Mais de 400 eventos foram realizados, entre oficinas, seminários e conferências.

Os outros eventos do FSPA aconteceram em Belém (2009), Santarém, no Pará (2010), Cobija, na Bolívia (2012) e Macapá, no Amapá (2014).

Ao contrário dos primeiros eventos, onde os movimentos sociais de todo o mundo e, particularmente da Amazônia continental, cresciam na medida em que também aconteciam mudanças políticas importantes em países como Brasil, Venezuela, Bolívia e Equador, a oitava edição do Fórum acontece num momento particularmente desafiador. Em escala mundial, ganharam força nos últimos anos as forças políticas conservadoras, financiadas e à serviço do grande capital. O cenário internacional tem sido marcado por ondas de intolerância, xenofobia, homofobia e racismo.

Para os povos e países da Amazônia, o fortalecimento dos setores políticos conservadores resultará no acirramento de conflitos de toda ordem, uma vez que a região se tornará ainda mais no centro da cobiça pelo acesso e exploração dos recursos naturais.

Os movimentos sociais haverão de incrementar ainda mais sua capacidade de articulação para reunir forças contra o esbulho dos territórios onde grandes empresas mineradoras, petrolíferas, madeireiras e ligadas aos agronegócios avançaram nos últimos anos expulsando de suas terras ancestrais povos indígenas, ribeirinhos e trabalhadores rurais, além causarem impactos ambientais que exigirão longo tempo para se recompor.

A caminho de Tarapoto em 2017, os movimentos sociais e organizações populares da Amazônia brasileira e continental se defrontam com a tarefa de discutir e propor estratégias de enfrentamento para problemas que ultrapassam os limites das fronteiras nacionais e tem o potencial de impactar sobre todos os povos, culturas e sobre a diversidade da vida pulsante na imensidão da floresta.

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