Francisco a Welby: “O ecumenismo não é empobrecimento, mas riqueza”

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Outubro 2016

“Sabe qual é a diferença entre um liturgista e um terrorista? Você pode negociar com um terrorista”. A brincadeira do arcebispo de Canterbury, Justin Welby, terminou com uma gargalhada do Papa Francisco.

A reportagem é de Jesús Bastante e publicada por Religión Digital, 06-10-2016. A tradução é de André Langer.

Na tarde da quarta-feira, ambos assinaram uma declaração conjunta, antes de rezaram juntos as Vésperas. Os líderes máximos da Igreja católica e anglicana voltaram a se encontrar no Vaticano nesta quinta-feira para deixar claro que, apesar das diferenças, “o ecumenismo nunca é um empobrecimento, mas uma riqueza”.

A tão desejada unidade entre os cristãos, mais do que um desafio a curto prazo, é o caminho a seguir, trabalhando juntos, rezando juntos, com o testemunho e a vida em comum. No “caminho ecumênico” de Francisco, a unidade institucional não é um objetivo em si mesmo. Mas o é, ao contrário, o “ecumenismo real”, do cuidado, da oração comum, do trabalho compartilhado e da luta pelos valores; o reconhecer-se como irmãos na fé.

Oração, testemunho e missão, são as chaves do entendimento. Francisco e Welby trataram-se como irmãos, como pastores de um mesmo rebanho, o dos seguidores de Jesus. E, pelos fatos, demonstraram sua confiança e sua amizade. Durante a audiência da quinta-feira, o Papa animou para “não desfalecer” na oração pela unidade.

“Ontem à tarde rezamos juntos as Vésperas. Esta manhã, vocês rezaram aqui no túmulo do Apóstolo Pedro: não nos cansemos de pedir juntos e insistentemente ao Senhor o dom da unidade”, assinalou Francisco, que recordou a importância do “encontro e do intercâmbio”.

“Somos cristãos que, pela fé e com fé, se ouviram mutuamente e compartilharam tempo e forças”, destacou o Papa, que afirmou que, graças ao trabalho em comum, “amadureceu a certeza de que, aquilo que o Espírito Santo semeou no outro, produz uma colheita comum. Conservemos esta herança como um tesouro e sintamo-nos chamados, todos os dias, a dar ao mundo, como pediu Jesus, o testemunho do amor e da unidade entre nós”.

Finalmente, e referindo-se à missão, Bergoglio disse que “há um tempo para cada coisa” e o atual “é o tempo em que o Senhor nos interpela, em especial, para sair de nós mesmos e de nossos ambientes, para levar seu amor misericordioso a um mundo sedento de paz. Ajudemo-nos mutuamente a colocar no centro as exigências do Evangelho e a nos doar concretamente nesta missão”.

Leia mais...

Welby e Francisco se comprometem a “ser promotores de um ecumenismo audaz e real”

Quando Canterbury e Roma se reúnem em uma missão comum

De Canterbury a Roma, 36 bispos em peregrinação pelos 50 anos de diálogo. Na quarta-feira, as vésperas com o Papa Francisco

Arcebispo de Canterbury: “Os valores familiares tradicionais são um mito”