Bispo paraguaio presidiu missa em memória da chacina de Curuguaty

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Por: André | 14 Junho 2016

O bispo paraguaio Mario Melanio Medina celebrou, no domingo 12 de junho, uma missa nas terras de Marina Cué, onde há quatro anos foram massacradas 17 pessoas, 11 camponeses e seis policiais paraguaios, para recordar essa chacina.

A reportagem é publicada por Tierra, 12-06-2016. A tradução é de André Langer.

Durante a cerimônia para evocar a chamada “chacina de Curuguaty”, no Estado de Canindeyú, dom Melanio Medina disse que o governo paraguaio de Horacio Cartes persegue abertamente os pobres, indicou o jornal Última Hora.

A celebração aconteceu nas terras de Marina Cué, onde ocorreu o massacre, em 15 de junho de 2012, após uma tentativa de desapropriação de camponeses que tomaram posse de Marina Cué, no qual perderam a vida 11 trabalhadores e seis policiais.

A fazenda era disputada por camponeses sem terra, que afirmavam que as terras eram do Estado e reclamavam sua posse, e pela empresa Campos Morumbí, do agora ex-senador Blas Riquelme, que se apresentava como proprietário.

Em decorrência dessa chacina, o Congresso abriu um julgamento político contra o então presidente Fernando Lugo, o qual foi acusado de promover as invasões de terras e foi destituído.

“O país foi hipotecado aos grandes do imperialismo e aos empresários. O governo persegue abertamente os pobres”, disse Melanio Medina.

Além disso, afirmou que o presidente Cartes é simpático à Aliança Público-Privada (APP), porque a sua empresa sai beneficiada “e, se o trabalho não der certo, não são eles que pagam a conta, mas o povo”, criticou.

A celebração aconteceu na manhã do último domingo ao pé da cruz principal erguida em memória dos mortos.

Policiais, familiares das vítimas e vários camponeses estiveram presentes, de acordo com reportagem do jornal Última Hora.

Martina Paredes, familiar de uma das vítimas, disse que nesta segunda-feira [13 de junho] apresentarão à Procuradoria Geral da República um pedido de investigação da morte dos 11 camponeses mortos no local, porque até agora só a morte dos policiais foi investigada.

Disse que o juízo oral e público tem que ser anulado, porque existem numerosas contradições e só se imputou os camponeses, e não os policiais, que também tiveram participação.

Os familiares dos trabalhadores também criticaram a família de Blas Riquelme, apontada como usurpadora da terra pública.