Um “mea culpa” para a Reforma e a Contrarreforma em 2017?

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Por: Jonas | 06 Setembro 2012

Há uma ideia que circula em voz baixa no mundo romano, mas que há anos se encontra bem arraigada no mundo alemão, sobretudo depois da última viagem do Papa à Alemanha, com a precisa escolha das etapas e encontros que indicavam muito claramente a vontade de um diálogo ecumênico.

A reportagem é de Teresa Pontara Pederiva, publicada no sítio Vatican Insider, 05-09-2012. A tradução é do Cepat.

Assim, enquanto se tem falado muito sobre o seminário anual de estudo entre o velho professor e seus ex-alunos, que aconteceu em Castel Gandolfo, não passou inadvertido o comentário do presidente do “Ratzinger Schülerkreis”, o padre Stephan Horn, à Rádio Vaticana e que foi retomado pela France Press.

Dentro de cinco anos, por ocasião do aniversário dos quinhentos anos do cisma de Lutero (de 1517), poderia se concretizar uma espécie de “mea culpa” pelas duas Igrejas, para eliminar os venenos e serenar os ânimos provocados por antigos conflitos.

“O Santo Padre teve a ideia de que é necessária uma purificação da memória”, disse Horn. “A história não pode ser cancelada, mas sua interpretação pode ser mudada: a forma como os fatos são julgados”. Os historiadores concordam a esse respeito, sobretudo os que se ocupam do Concílio de Trento, o Concílio da Contrarreforma.

Em vista do aniversário, são muitas as iniciativas programadas para 2017 e esta poderia ser a coroação do conjunto e, inclusive, muitos são os que esperam que seja um papa alemão que a realize. Os hóspedes luteranos presentes no seminário e as declarações do Papa apontam um caminho preciso.