O cardeal Cañizares alerta para alguns “abusos” no rito eucarístico da paz

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Por: André | 01 Agosto 2014

O prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o cardeal Antonio Cañizares Llovera, dirigiu um documento ao presidente da Conferência Episcopal da Espanha onde apresenta as conclusões do debate aberto sobre a viabilidade ou não de manter o sinal da Paz na forma e no momento que está tendo durante a missa.

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 31-07-2014. A tradução é de André Langer.

Este debate originou-se no Sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia (2005, Propositio 23) e no convite do Papa Bento XVI em sua Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis (2007), onde convidava as congregações competentes para estudar a questão.

A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos iniciou a tarefa de levar em consideração as opiniões das diferentes Conferências Episcopais do mundo, o que resultou neste documento no qual há, basicamente, a proposta de manter o ‘rito’ e o ‘sinal’ da Paz no lugar e forma que tem no Ordinário da Missa, ao considerá-lo uma característica do rito romano e ao não crer conveniente para os fiéis introduzir mudanças estruturais na celebração eucarística neste momento.

Ao mesmo tempo, o documento faz observações e aponta considerações práticas para expressar melhor o conteúdo do sinal da paz e para moderar os excessos que produzem confusão na assembleia litúrgica momentos antes da Comunhão. Neste sentido, a Congregação para o Culto Divino diz que, se os fiéis não compreendem ou demonstram não entender o significado deste sinal, debilita-se o conceito cristão da Paz e torna-se infrutuoso este gesto. Por tudo isso, convida para aproveitar a oportunidade de fazer catequese, oferecendo orientações.

Uma das recomendações é esclarecer que o Rito da Paz chega ao seu significado mais profundo com a oração e o contexto mesmo da Eucaristia, razão pela qual dar-se a paz corretamente entre os participantes da missa enriquece seu significado. Além disso, também aponta o documento que, por isso mesmo, não é necessário convidar “mecanicamente” a dar-se a paz, se se prevê que este intercâmbio não se dará de maneira adequada. Neste caso, convida-se a omiti-lo.

Neste sentido, a Congregação para o Culto Divino recomenda evitar abusos como a introdução de um canto pela Paz, inexistente no rito romano; desaconselhar o deslocamento dos fiéis para darem-se a Paz, ou que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis.

Para ler o documento na íntegra em espanhol, clique aqui.