Por: Jonas | 26 Julho 2013
O Papa dos pobres se encontra em um dos berços da Teologia da Libertação. E uma de suas primeiras solicitações, neste seu único dia de descanso no Brasil, antes de se dirigir ao Santuário de Aparecida e se encontrar com os participantes da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, foi o livro “Francisco de Assis e Francisco de Roma”, escrito pelo teólogo e ex-franciscano Leonardo Boff.
![]() |
|
| Fonte: http://goo.gl/7grb7u |
A reportagem é de Jesús Bastante, publicada no sítio Religión Digital, 23-07-2013. A tradução é do Cepat.
Boff se encontra no Brasil e participará, junto com vários jovens, na vigília conclusiva da JMJ. E poderia, segundo indicou nosso companheiro Juan Arias, ser recebido por Francisco. Agora, de maneira privada, ou “depois de ter concluído a reforma da Cúria”.
“Entreguei o livro para o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, e ele repassou para o Papa”, confirmou Boff para Arias, momentos antes de viajar para dois encontros com mais de mil jovens, em Santa Catariana e em São Paulo. O teólogo, um dos pais da Teologia da Libertação, estará no Rio de Janeiro no sábado, coincidindo com a vigília de oração em Guaratiba.
Sobre um possível encontro com Francisco, Boff aponta que “uma amiga do Papa, de quando era arcebispo em Buenos Aires, com a qual Francisco conversa todas as semanas por telefone, disse-me que perguntou ao Papa se tinha a intenção de me receber e sua resposta foi: ‘Quero fazer isso, mas somente depois de ter concluído a reforma da Cúria’”.
Tal encontro seria então oficial, o que não impede que Francisco, estando no Rio de Janeiro, possa se encontrar, em algum momento, com o teólogo franciscano, hoje defensor ferrenho da revolução que ele está realizando na Igreja, e que Boff chama de “ruptura”.
Em sua conversa com Arias, o teólogo reitera suas recentes declarações para meios de comunicação brasileiros: que Francisco poderá reabilitar os mais de 500 teólogos condenados pela Igreja, durante os anos em que nela Ratzinger e Wojtyla mandavam, mas que acredita que ele não fará isso “enquanto Bento XVI estiver vivo”.
