Negociação do Estado com o crime organizado? "Jamais faria isso"

Mais Lidos

  • “O governo ficou seduzido pelas possibilidades arrecadatórias das bets e se juntou ao lobby das empresas de apostas”, alerta o pesquisador

    Copa do Mundo e a influência das bets no mercado nacional. Entrevista especial com Marcelo Pereira de Mello

    LER MAIS
  • A Anthropic revela ao público sua arma mais poderosa: Claude Fable 5, a IA dos Mythos, chega ao mercado

    LER MAIS
  • Tensão e nervosismo após o segundo turno das eleições no Peru

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

20 Novembro 2012

Do Painel do Leitor, publicado no jornal Folha de S. Paulo, 20-11-2012:

"Sobre a reportagem "Não sou contra negociar com o crime organizado" ("Entrevista da 2ª", ontem), embora o texto esteja correto, na chamada e na primeira página me foi atribuída a polêmica posição de que eu seria favorável a uma negociação do Estado com o crime organizado. Jamais faria isso e uma afirmação dessas não está no texto de minha entrevista.

O que fiz foi descrever exemplos de processos de mediação de conflitos por meio de entidades civis que teriam acontecido e os problemas e limites deste tipo de estratégia. Jamais tomaria posição genérica em tema tão espinhoso mesmo porque não acredito na estratégia.

Não se negocia com organizações criminosas. Muito menos o país deveria adotar algo desta natureza, como foi dito na primeira página. Pode se pensar em mecanismos de mediação de conflitos para reduzir e evitar as mortes resultantes através da ação de entidades civis, tal como já ocorre no Brasil, e em outros países. Infelizmente me foi imputada uma posição absolutamente falsa e que parece ser a tese da entrevista, e na realidade é um tema absolutamente secundário e sem maior importância no contexto do que estava sendo discutido."

Claudio Beato, sociólogo e professor da UFMG (Belo Horizonte, MG)

Resposta do jornalista Mário Cesar Carvalho: O sociólogo Claudio Beato disse em entrevista gravada não ser contra a negociação, em situações emergenciais, com organizações criminosas, para evitar mais mortes.