Papa ataca a coabitação e os casais gays

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12 Março 2012

"A coabitação é um pecado grave do qual, porém, não se tem a adequada consciência". "A diferença sexual é essencial para o matrimônio". Foi isso que o Papa Bento XVI disse a um grupo de bispos norte-americanos recebidos em visita ad limina nessa sexta-feira, 9 de março.

A reportagem é de Roberto Monteforte, publicada no jornal L'Unità, 10-03-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Assim, o pontífice volta a defender a família tradicional fundamentada no casamento entre um homem e uma mulher, e convida aos bispos a fazer o mesmo. As outras formas de união, acrescenta, "prejudicam a estabilidade social". Estão sob acusação os casamentos gays, sobre os quais a Igreja Anglicana está dividida, e as outras formas de união.

O papa convida a combater as "poderosas correntes políticas e culturais" que, nos EUA, procuram alterar a "definição legal" da família fundamentada sobre o matrimônio. Ele pede que se lute contra os lobbies que estão prestes a arrancar o “placet” da Casa Branca aos casamentos gays. Também está sob acusação a discussão sobre a "indissolubilidade do matrimônio" e a rejeição de uma "sexualidade responsável".

Ratzinger insiste. Reitera os pontos firmes sobre o matrimônio: "Uma instituição natural que consiste em uma comunidade específica de pessoas, essencialmente enraizada na complementaridade dos sexos e orientada à procriação". Portanto, "as diferenças sexuais não podem ser consideradas irrelevante na definição do matrimônio".

Para o papa, defender a instituição do casamento como realidade social é "uma questão de justiça, porque compreende a salvaguarda do bem de toda a comunidade humana, dos direitos dos pais e dos filhos".

Ele pede aos bispos um compromisso concreto na sua ação "pastoral e litúrgica", que dê "testemunho inequívoco das obrigações objetivas da moral cristã". Insiste em pedir para que se convoque a sociedade a não "considerar como irrelevante a diferença sexual para a definição do matrimônio", assim como convida a se opor "ao enfraquecimento da indissolubilidade do vínculo matrimonial e de uma compreensão madura do fundamento ético da castidade, que levou a sérios problemas sociais e a imensos custos humanos e econômicos".