Evangélicos criam movimento de unidade da Igreja

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

02 Janeiro 2011

Depois de dois anos de escuta e definindo-se como movimento, foi criada, em assembléia constitutiva reunida na Catedral Metodista de São Paulo, na terça-feira, 30 de novembro, a Aliança Cristã Evangélica Brasileira.

A notícia é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 22-12-2010.

"Esta aliança não é só para igrejas históricas, nem para grupos já existentes. Não podemos nascer como um movimento de classe média, mas sim um movimento a serviço da obra de Deus. A construção da relação é mais importante no início do que a afirmação dogmática. A relação nos purifica", definiu o pastor evangélico-luterano, Valdir Steuernagel, um dos líderes do movimento.

A bandeira principal da Aliança é a unidade da igreja. Ela não tem personalidade jurídica e busca uma liderança menos personalista e mais plural, evitando, assim, erros cometidos no passado por organismos evangélicos que perderam seu campo de atuação. "A horizontalidade do movimento vai nos prevenir das falhas do passado", disse a diretora do Seminário Betel Brasileiro, Durvalina Bezerra.

O bispo anglicano Robinson Cavalcanti lembrou a caminhada histórica dos evangélicos em busca da unidade no século XX, a quem chamou de "tijolos vivos". Lembrando o "caos da comunidade evangélica brasileira", ele aconselhou que a aliança seja "modesta", mas sem se intimidar. Steuernagel enfatizou que "não estamos criando nada novo. Estamos em uma nova gestação para responder ao desafio histórico da nossa geração".

"Jesus não pode voltar, se antes não nos unirmos", disse o reverendo Albertino da Silva, de São Vicente (SP). "Estou entusiasmado com a perspectiva do que vai acontecer e pelo valor dado à oração aqui", ressaltou Gordon Showell-Rogers, representante da Aliança Evangélica Mundial (World Evangelical Alliance), organização presente em 128 países.

A Aliança será liderada por um Conselho Geral, integrado por 15 pessoas, e conduzida por um grupo coordenador e secretário executivo. Ela contará com "embaixadores" - pessoas dispostas a divulgá-la em todo o Brasil – e o Conselho de Referência, que conta com líderes cristãos de credibilidade nacional.

A "Carta de Princípios e Diretrizes", documento de sete páginas que foi construído de forma plural ao longo de quase dois anos, define a Aliança como "uma parceria de igrejas e organizações e tem como missão congregar seguidores do Senhor e Salvador Jesus Cristo como expressão da unidade da igreja", que busca viver a fé de acordo com as Escrituras e de acordo com valores que "anseiam ser uma expressão do Reino de Deus".

Por mais de três décadas, até a Revolução de 1964, a Confederação Evangélica Brasileira (CEB) fez o papel de unir e realizar projetos em comum com as igrejas evangélicas de sua época. Após um longo período, fundou-se em 1991 a Associação Evangélica Brasileira (AEVB), que por uma década se constituiu num esforço voltado à unidade de setores evangélicos no Brasil.