Alemanha. Cardeal Rainer Maria Woelki, de Colônia, gastou mais de 2,8 milhões de euros com escritórios de advocacia

Rainer Maria Woelki (Foto: Raimond Spekking / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons)

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13 Dezembro 2021

 

O cardeal Rainer Maria Woelki, que está atualmente em licença concedida pelo Papa Francisco, gastou 2,8 milhões de euros em contadores, advogados e consultores entre 2019 e 2021.

 

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada por The Tablet, 10-12-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

 

Em comparação, nos últimos 11 anos desde 2010, a Arquidiocese de Colônia gastou menos da metade dessa quantia, ou seja, 1,5 milhão de euros, em indenizações para as vítimas de abuso sexual clerical.

O Administrador Apostólico da arquidiocese na ausência do cardeal Woelki, dom Rolf Steinhäuser, publicou o relatório de despesas em 4 de dezembro. Revela que o primeiro relatório sobre o abuso sexual clerical na Arquidiocese de Colônia, que o cardeal Woelki ainda se recusa a publicar, custou 757 mil euros, e o segundo 516 mil euros. O cardeal gastou 820 mil em consultores e mais 600 mil euros em advogados, que cobraram 460 euros por hora. O descontentamento com o cardeal aumentou depois que ele anunciou, em outubro de 2020, que manteria o primeiro relatório a sete chaves.

“Foi um processo doloroso e excessivamente caro”, disse o vigário-geral do cardeal Woelki, Markus Hofmann. A realização de uma investigação independente abriu novos caminhos para a arquidiocese. Aprendeu da maneira mais difícil e “pagou caro”.

Porém, o dinheiro para cobrir os custos não teria sido retirado do dízimo, frisou o padre Hofmann. Os custos seriam pagos por um “Fundo para as Necessidades Diocesanas”, pago pelo clero. A indenização para as vítimas de abuso sexual clerical também foi retirada desse fundo, explicou ele.

Depois de ordenar uma visita apostólica à Arquidiocese de Colônia, o Papa Francisco admitiu no verão que o cardeal Woelki havia “cometido grandes erros”, sobretudo em relação à comunicação, mas não era culpado de encobrir os abusos. A licença do cardeal termina na quarta-feira de cinzas.

 

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