Alemanha. O bispo de Augsburg se abre à bênção dos casais homossexuais

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • Dos turbantes aos uniformes militares: quem está no comando no Irã e por que Trump está errado

    LER MAIS
  • O Brasil que a República não quis construir. Entrevista com Ivanir dos Santos

    LER MAIS
  • A catolização de Jesus de Nazaré: uma febre que mata. Artigo de Daniel Luiz Medeiros

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

02 Agosto 2021

 

“Nunca rejeito uma bênção às pessoas que vêm até mim e me pedem”. O bispo de Augsburg, Bertram Meier, mostrou-se a favor da bênção de casais homossexuais, ainda que esclarecendo que “a sacramentalidade é outro assunto”.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 31-07-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Em uma intervenção na televisão, Meier explicou que “quando o povo diz que quer viver os valores como lealdade e compromisso, então lhes dou a bênção”. Suas palavras foram contestadas pelos setores mais tradicionalistas, que acusaram o bispo de estar “contrário a Roma”.

Meier negou e explicou: “Evito tudo que dê a impressão de que é um matrimônio. Não colocaria a estola e recitaria fórmulas que façam parte de um matrimônio sacramental”. E o bispo acrescentou: “Não devemos nos negar a ninguém que fale bem de Deus”.

No debate posterior sobre a homossexualidade, Clara Steinbrecher, porta-voz do Maria 1.0 (dos católicos conservadores alemães), afirmou que “a homossexualidade é um pecado reconhecido nas Sagradas Escrituras”, pelo que “a Igreja deve se perguntar como se pode ajudar essas pessoas” para “encontrar a verdade, o real, o correto”.

Por outro lado, Kai Christian Moritz, um dos porta-vozes do Conselho Assessor dos Bispos Afetados da Conferência Episcopal Alemã, denunciou as palavras de Steinbrecher, lamentando que se fale da homossexualidade como “doença”. “É um incêndio espiritual”.

 

Confira as palestras do ciclo promovido pelo IHU "A Igreja e a União de pessoas do mesmo sexo. O Responsum em debate"

 

 

Leia mais