Bolsonaro aparece em relatório da RSF entre 37 governantes mundiais que restringem o exercício da imprensa

Jair Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega | Presidência da República

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09 Julho 2021

 

O relatório “Predadores da Liberdade de Imprensa”, divulgado pela organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) na segunda-feira, 5, menciona o presidente brasileiro, Jair Messias Bolsonaro, entre os 37 chefes de Estado ou de governos que restringem a liberdade do exercício do jornalismo.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

A RSF publica, para cada um dos 37 predadores um perfil, revelando os métodos de repressão e censura que usam para impedir a livre atuação jornalística. Sob a presidência de Bolsonaro, “o trabalho da imprensa brasileira tornou-se especialmente complexo”. O relatório aponta que “insultos, difamação, estigmatização e humilhação de jornalistas passaram a ser a marca registrada do presidente brasileiro”. 

A pandemia do coronavírus, continua o relatório, “expôs sérias dificuldades de acesso à informação no país e deu origem a novos ataques do presidente contra a imprensa, que ele rotula como responsável pela crise e que tenta transformar em verdadeiro bode expiatório”. 

Entre os 37 chefes de Estado ou de governo mencionados no relatório, 16 representam países que integram a pior posição na avaliação da RSF sobre a liberdade de imprensa; 19 figuram na lista vermelha, entre eles o Brasil, onde o exercício do jornalismo é considerado difícil. 

Após as agressões do presidente da República a jornalistas que lhe dirigiram perguntas sobre uso de máscara, vacinas, a presidência da Associação Brasileira de Imprensa lançou nota, no dia 21 de junho, pedindo a renúncia de Bolsonaro. A nota identificou-o como “descontrolado, perturbado, louco, exaltado, irritadiço, irascível, amalucado, alucinado, desvairado, enlouquecido, tresloucado”. 

Seu comportamento, agrega a nota da ABI assinada pelo seu presidente Paulo Jeronimo, “chega a enfraquecer o movimento antimanicomial – movimento progressista e com conteúdo profundamente humanitário. Já há quem se pergunte como um cidadão com tamanho desequilíbrio pode andar por aí pelas ruas. Mas a situação é ainda mais grave: esse cidadão é presidente de um país com a importância do Brasil”. 

Diante do quadro exposto e com uma história de 113 anos de luta pela democracia, a ABI “reitera sua posição a favor do impeachment do presidente. E reafirma que, decididamente, ele não tem condições de governar o Brasil”. Pede, assim: “Renuncie, presidente!”.

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