O meio ambiente urbano

Mais Lidos

  • “Com Francisco cumpre-se a profecia de Arrupe”. Entrevista com Pedro Miguel Lamet

    LER MAIS
  • Às leitoras e aos leitores. Sobre o envio da Newsletter

    LER MAIS
  • Somos todos aspirantes a cristãos. Entrevista com Paolo Ricca

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

08 Junho 2021

 

"A questão do meio ambiente e tão importante: a água, a energia, o resíduo, o alimento, tudo isto é importante para nós. Então semana do meio ambiente é para despertar a gente esta responsabilidade da nossa Casa Comum", escreve Pe. Paulo Tadeu Barausse, Sj, coordenador do Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação e Socioambiental – SARES.

 

Eis o artigo.

Para início de conversa trago a fala do Gonzalo Vecina Neto – pesquisador da USP: "Não podemos esquecer as lições da pandemia. temos que diminuir a agressão ao meio ambiente. É da agressão ao meio ambiente que veio esta peste. Temos que entender a importância da desigualdade no mundo. Esse vírus nos mostrou que não é ele quem mata. Quem mata é a pobreza. Pobres estão morrendo três vezes mais no Brasil do que os remediados e ricos. Negros estão morrendo quatro vezes mais do que brancos. E não é porque são negros; é porque são pobres e têm que sair na rua todos os dias para buscar comida.

Você sabia que a primeira semana do mês de junho é dedicada ao meio ambiente! Está iniciativa acontece no mundo inteiro e termina com o Dia do Meio ambiente. Para que serve está semana? Para conscientizar as pessoas, que nós seres humanos, fazemos parte do meio ambiente. As vezes as pessoas pensam assim: meio ambiente é lá longe, matas, bichos, plantas, não é bem assim. Meio ambiente é tudo aquilo que está em torno a nós. Se você mora num bairro, o bairro onde você mora é seu meio ambiente pequeninho, sua rua, sua casa, você tem um quintal, o quintal é meio ambiente, a sala da sua casa, a cozinha. Temos que criar novas relações que nos transforma na medida que nós identificamos e que pertencemos a está casa comum (o mundo) é isto que nos faz cuidar de nós próprios dos outros de tudo que nos rodeia.

Mas saí de sua casa, seus vizinhos, as ruas. Se tem uma pracinha, ali é meio ambiente. Ou seja, onde você mora, ali o ar que você respira, a água que você, sua família e seus vizinhos bebem, os alimentos que vocês comem. Tudo isto constitui o meio ambiente urbano. E vai mais longe, você vai come descasca as coisas, e o que você faz com elas? Vai e coloca no lixo. A prefeitura leva o lixo, e cobra de nós o IPTU está incluído o preço do lixo. Para onde vai o lixo? A vai lá para o aterro sanitário ou para o lixão! E proliferam vários vetores que fazem mal para a saúde. Porque a prefeitura é obrigada ter um aterro controlado não lixão, mas muitas prefeituras do Brasil ainda não possuem aterros sanitários.

Basta andar por Manaus para visualizar pequenos e grandes feixes de água que compartilham o espaço com as avenidas. Dois bastante conhecidos são o Igarapé do Franco, na avenida Brasil e igarapé do Quarenta, que nasce no Armando Mendes. Quem passa ao lado desses igarapés pode não imaginar quanta história está escondida nas águas, hoje, poluídas. Afinal, como era a vida na antiga Manaus, a que aos poucos foi virando as costas para os igarapés?

Dois bastante conhecidos são o Igarapé do Franco, na avenida Brasil e igarapé do Quarenta, que nasce no Armando Mendes. Quem passa ao lado desses igarapés pode não imaginar quanta história está escondida nas águas, hoje, poluídas. Afinal, como era a vida na antiga Manaus, a que aos poucos foi virando as costas para os igarapés?

“Nos anos 50, os igarapés eram limpos, ainda que já houvesse palafitas e flutuantes. Dois exemplos eram o Igarapé de Manaus e o Igarapé da Segunda Ponte”, conta o historiador Abrahim Baze.

As pessoas se refrescavam do calor de Manaus nesses espaços, que eram chamados de banhos públicos. Um exemplo é uma piscina construída no bairro Parque 10, durante os anos 1940”, conta ele.

Apesar da revitalização na avenida Brasil, em ida ao local, a reportagem do Em Tempo não teve dificuldade para encontrar resíduos jogados por debaixo das árvores plantadas no entorno do igarapé.

Em 2019 foram realizadas 1.800 ações de limpeza em mais 150 igarapés e córregos de Manaus, o que resultou em uma quantidade coletada de mais de 10.000 toneladas de resíduos. É o que informa a Secretaria Municipal de Limpeza Pública.

Em algumas cidades tem políticas públicas de separação de resíduos. O resíduo seco, papel, latinha, vidro é separado para que seja reciclado. Isto também é meio ambiente. Mas o ar que a gente respira, a qualidade do ar depende de quê? Depende em primeiro lugar do controle daquilo que emite poluição para a sociedade. Controle dos carros que emitem gases, das indústrias.

Lembro de uma cidade que eu fui tinha um cheiro horrível, porque tinha um curtume perto. E agente para outro lado da cidade pegado a uma outra rodovia tinha uma granja de galinha que também tinha um cheiro horrível. Poluição do ar compete ao poder público, colocar limites vigiar e punir quem polui o ar por exemplo. A água que a gente bebe depende da qualidade do rio mais próximo onde a prefeitura da sua cidade ou a empresa que faz o serviço e tira a agua, isto é meio ambiente. Então a gente começa a imaginar o meio ambiente a partir o lugar onde a gente mora, nossa casa, nosso, bairro estende para nossa cidade e percebe que o meio ambiente não para ai. Porque tudo está interligado. Então se em volta da cidade onde você mora tem parques ambientais, tem áreas de preservações com muitas árvores, então a tendência que a qualidade do ar que você respira seja muito melhor. Se em volta de sua cidade tem gente que cuida das nascentes vocês tendem a ter uma água de melhor qualidade se ela for tratada.

E é preciso que tenhamos responsabilidade, não se pode fazer reunião em qualquer lugar de qualquer jeito, há que evitar aglomerações em lugar onde a pandemia está muito forte. Mesmo assim as pessoas se comunicam por internet estão empreendendo ações locais, estão atentos a estes políticos safados que estão aproveitando está oportunidade para eles, como dizia este perverso ministro do meio ambiente Ricardo Salles para fazer passar a boiada. Ou seja, diminuir as legislações de defesa do meio ambiente para favorecer estes grupos que estão ai, cultivando lucro rápido e mediato, mesmo que isto signifique, destruição, morte de animais, plantas, poluição das águas, e piora a qualidade da saúde de nossa população.

A situação está feia do ponto de vista ambiental, talvez por causa da Covid-19 que é séria e grave, a gente não está com toda consciência atenta sobre a questões ambientais. E infelizmente hoje nós temos nossas autoridades contra o meio ambiente. A câmara dos deputados aprovou um projeto que reduz significa mente todos os processos de controle ambiental para que o empreendimento seja realizado. Dizem eles que é para facilitar o progresso, a economia. Mentira é para favorecer o lucro mediato de quem já tem muito. Então hoje temos está situação triste, poder judiciário, nem todo, mas uma parte dele o poder legislativo os deputados principalmente foram eleitos por nós e sem contar o poder executivo, presidente da república, o ministro do meio ambiente, que estão provocando um verdadeiro desastre ambiental em nosso país.

Por isso que a questão do meio ambiente e tão importante: a água, a energia, o resíduo, o alimento, tudo isto é importante para nós. Então semana do meio ambiente é para despertar a gente esta responsabilidade da nossa Casa Comum.

 

Leia mais

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

O meio ambiente urbano - Instituto Humanitas Unisinos - IHU