“Pelo amor de Deus, nos enviem oxigênio”, apelam os bispos do Amazonas e Roraima

A média diária de enterros em Manaus cresceu 80% no começo deste ano | Foto: Alex Pazuello - SemCom

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18 Janeiro 2021

A situação que está sendo vivida no estado do Amazonas, especialmente em Manaus, onde a falta de oxigênio está provocando o trágico aumento das mortes, em consequência da segunda onda da pandemia da Covid-19, tem feito com que o arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Ulrich Steiner, em nome dos bispos dos estados do Amazonas e Roraima, tenha um feito um pronunciamento onde lança um apelo contundente: “pelo amor de Deus, nos enviem oxigênio, providenciem oxigênio”.

A reportagem é de Luis Miguel Modino.

No vídeo publicado nesta sexta-feira, depois de ser vividos momentos de grande tensão nas últimas horas, o arcebispo de Manaus relata que “na primeira onda da Covid-19, as pessoas morriam por falta de informação, por falta de leitos nos hospitais, por falta de leitos nas UTIs do Amazonas e Roraima. Hoje, na segunda onda, as pessoas vêm a óbito por falta de leitos nos hospitais, por falta de leitos nas UTIs, e por incrível que pareça, por falta de oxigênio”. A situação é tão grave que, em palavras de Dom Leonardo, “as pessoas, mesmo internadas, falta a elas oxigênio”.

Diante disso, e do apelo por oxigênio, o arcebispo da capital do estado do Amazonas, enfatiza que “as pessoas não podem continuar a morrer por falta de oxigênio, por falta de leitos nas UTIs”. A situação só será superada na medida em que todos tomem consciência da necessidade de união. Por isso, ele faz o pedido para “deixar de lado as agressões, os negacionismos, nós vamos deixar de lado a política que divide, que corrompe, vamos deixar de lado os lucros acima da pandemia”.

Ao mesmo tempo, Dom Leonardo insiste em que “nós coloquemos a serviço de todos a nossa humanidade melhor, e que coloquemos também a serviço de todos as nossas forças espirituais”. O arcebispo também faz um chamado para que “nós cuidemos do distanciamento, usemos máscara e não descuidemos da saúde”. Ele reconhece com pesar que “nós estamos num momento difícil, nós estamos num momento de pandemia, quase sem saída”. Para superar esse momento tão grave e trágico, ele faz um último apelo para “que todos nós possamos dar a nossa contribuição e nos engajar solidariamente no cuidado da vida de todas as pessoas”.

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